sábado, 1 de julho de 2017

Até breve!


Após muita ponderação, dou por terminado este espaço que surgiu em 2012 e que vê o seu final hoje.
O Blogger é o VHS da internet, já todos nós sabemos. É uma ferramenta trabalhosa e apenas ao alcance e interesse de uma minoria, aquela que realmente tem alguma ligação a este meio, regra geral vinda já da década anterior.
 
Segundo avançou o próprio google no passado mês de março, o range (raio de alcance) do Blogger, estava no final de 2016 na proporção de 1/4 em relação ao G+ e de 1/46 em relação em Facebook, ou seja, cada visita no Blogger valia 4 visitas no G+ e cerca de 46 no facebook. É uma diferença abismal e tendo noção desse facto, no mês passado criei finalmente uma página no facebook (quando a página estiver ao nível do que eu desejo, publicarei o link na caixa dos comentários para que possam segui-la e enriquece-la com os vossos comentários), que ainda está em fase de testes e que com apenas 25 seguidores de momento, cada postagem consegue chegar entre 35 a 200 leitores, para além das partilhas, que dão eco a mais algumas dezenas ou centenas de leitores; o que é surpreendente. Suponhamos assim, que um dia a página atinge os 1000 likes, a quantas pessoas chegarão os posts e as respectivas mensagens?! 
Exorto assim a todos os leitores e amigos que aqui criei, para que façam o mesmo; usando o blogger apenas como suporte das postagens no caso do facebook bloquear alguma mensagem, pois já sabemos que essa rede social é mais um órgão alinhado com o politicamente correcto, ainda que permita muita liberdade de opinião desde que esta cumpra algumas regras. Obrigado a todos os que me acompanharam durante este tempo. Um cumprimento especial ao João José Horta Nobre, ao Bilder, ao Afonso de Portugal, ao João, ao Rick e a mais alguns, por todos os seus contributos que eu mais tarde redivulguei aqui, pelos seus comentários e pela sua resistência ao marxismo cultural, ao mundialismo, multiculturalismo, ao capitalismo e a todas as doenças sociais a que estamos infelizmente sujeitos em pleno século XXI. Vale a pena começar a lutar na Liga dos Campeões da Internet, o Facebook e espalhar a mensagem e desafio-vos a isso. A vocês e a todos os leitores anónimos que passaram por este blogue, um bem haja!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, embora tenha matado muito mais?

Mises.org 

Quando as pessoas descrevem indivíduos ou regimes particularmente maléficos, por que elas utilizam os termos "nazista" ou "fascista", mas quase nunca "comunista"? Considerando o inigualável volume de sofrimento humano causado pelos comunistas, por que o termo "comunista" causa muito menos repulsa que "nazista"?
Os comunistas mataram 70 milhões de pessoas na China[1], mais de 20 milhões de pessoas na União Soviética (e isso sem incluir os aproximadamente 5 milhões de ucranianos[2]), e exterminaram um terço (33%) da população do Camboja. No total, os regimes comunistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Adicionalmente, os comunistas escravizaram a população de nações inteiras, como Rússia, Vietnã, China, Leste Europeu, Coréia do Norte, Cuba e boa parte da Ásia Central. Eles arruinaram as vidas de mais de um bilhão de pessoas.
Sendo assim, de novo, por que o comunismo não tem a mesma reputação horrenda do nazismo?
Motivo número 1
Falando bem diretamente, há uma ignorância avassaladora sobre o histórico do comunismo.
Ao passo que tanto a direita quanto a esquerda desprezam o nazismo e estão sempre ensinando lições de seu odioso legado, a esquerda jamais odiou o comunismo. E dado que a esquerda domina o ambiente acadêmico, praticamente ninguém leciona sobre a história maléfica do comunismo.
Motivo número 2
Os nazistas fizeram o Holocausto. E nada se compara ao Holocausto em termos maldade pura.
A perseguição e a captura de praticamente todo e qualquer indivíduo judeu — homens, mulheres, crianças e bebês — no continente europeu e o subsequente envio de todos eles para campos de concentração e trabalho forçado, onde em seguida eram assassinados, foi algo sem precedentes e sem paralelos em termos de perversidade.
Os comunistas mataram muito mais pessoas que os nazistas, mas jamais se igualaram ao Holocausto em termos de sistematização do genocídio. A singularidade do Holocausto e a enorme atenção corretamente dada ao fenômeno ajudaram a garantir ao nazismo uma reputação bem pior que a do comunismo.
Motivo número 3
O comunismo se baseia em teorias igualitárias que soam bonitas e humanistas para os mais ingênuos. O nazismo, não. O nazismo se baseia explicitamente em teorias atrozes.
Intelectuais — inclusive, é claro, os intelectuais que escrevem a história — são, no geral, seduzidos por palavras. Eles tendem a considerar que ações são menos importantes do que palavras e intenções. Por esse motivo, eles raramente dão às horrendas ações do comunismo a mesma atenção que dão às horrendas ações do nazismo. Eles raramente atribuem aos comunistas a mesma responsabilidade que atribuem aos nazistas. Nas raras vezes em que reconhecem as atrocidades dos comunistas, eles as ignoram dizendo que foram perversões do "verdadeiro comunismo", o qual teria sido "deturpado".
No entanto, eles (corretamente) consideram que as atrocidades cometidas pelos nazistas foram as consequências lógicas e inevitáveis do arcabouço teórico do nazismo, o qual não foi deturpado nem pervertido.
Motivo número 4
Os alemães assumiram a responsabilidade pelo nazismo, expuseram completamente suas atrocidades, e tentaram reparar seus erros. Já os russos nunca fizeram nada similar em relação aos horrores perpetrados por Lênin e Stálin.
Muito pelo contrário, aliás. Lênin, o pai do comunismo soviético, ainda é amplamente venerado na Rússia. Quanto a Stálin, como disse o especialista em história da Rússia Donald Rayfield, historiador da Universidade de Londres, "as pessoas ainda negam, assertivamente ou implicitamente, o holocausto de Stalin".
A China fez ainda menos. O país jamais se expiou pelo maior homicida e escravizador dentre todos os comunistas, Mao Tsé-Tung. O governo do país sequer reconhece oficialmente os crimes de Mao, que continua reverenciado na China. Todas as cédulas da moeda chinesa carregam o seu retrato.
Enquanto Rússia e China — e Vietnã, Cuba e Córeia do Norte — não reconhecerem e admitirem as atrocidades que cometeram sob o comunismo, os horrores do comunismo continuarão menos conhecidos do que os horrores cometidos pelo governo alemão sob Hitler.
Motivo número 5
Os comunistas assassinaram majoritariamente seu próprio povo. Já os nazistas mataram relativamente poucos alemães.
A "opinião mundial" — esse termo amoral e praticamente sem significado — considera que assassinatos de membros pertencentes a um mesmo grupo são bem menos dignos de atenção do que o assassinato de quem está de fora. É por isso que, por exemplo, negros chacinando milhões de compatriotas negros na África não obtém praticamente nenhuma atenção da "opinião mundial."
Motivo número 6
Na visão da esquerda, a última "guerra justa" foi a Segunda Guerra Mundial, a guerra contra o nazismo alemão e o fascismo japonês.
A esquerda não considera que guerras contra regimes comunistas sejam "guerras justas". Por exemplo, a guerra americana contra o comunismo vietnamita é considerada imoral. Já a guerra contra o comunismo coreano — e seus apoiadores comunistas chineses — é simplesmente ignorada.



Enquanto a esquerda e todas as instituições influenciadas pela esquerda continuarem se recusando a reconhecer quão atroz, maléfico e desumano foi o comunismo, continuaremos a viver em um mundo moralmente confuso, no qual idéias abertamente comunistas são saudadas por intelectuais influentes e políticos declaradamente simpáticos a este regime são eleitos e respeitados.
Em respeito às vítimas do comunismo, devemos estudar, aprender e divulgar tudo o que elas sofreram sob este regime. Afinal, ainda pior do que ser assassinado ou escravizado é um mundo que nem sequer reconhece que você o foi.
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Leia também:
Socialistas, comunistas e nazistas - por que a diferença de tratamento?
Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário


[1] Há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.
[2] Normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões. De acordo com o historiador Robert Conquest, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos "kulaks", o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes.

‘Nation of nations’: Australia becomes less European amid influx of Asian immigrants

A-24: Sinais do tempo. Já nem a  Austrália escapa. Por uma "boa economia", destroem-se culturas, sociedades e acaba-se a coesão social. mas só no Ocidente...



Australia’s estimated population on December 31, 2016 was 24.4 million people. The census had a response rate of 95 percent, with 63 percent completing it online. Those who refuse to take part are fined AU$180 (US$136) per day until they fill in the form, while those found to have provided false or misleading information face a penalty of AU$1,800 (US$1,369).

The country’s census, which is conducted every five years, was criticized last year by politicians and privacy advocates who cited concerns over the way data is collected and retained.

The census was also plagued with technical issues, with the online system crashing as millions of early birds attempted to fill out the survey. The issues prompted the trending hashtag #censusfail on Twitter.

Over one-quarter (26.3 percent) of the country’s population was born overseas, according the data, which also revealed that for the first time, the most overseas-born came from Asia rather than Europe.

“The proportion of overseas-born people from Europe has been in rapid decline in recent years – from 52 percent in 2001 to 40 percent in 2011, and 34 percent in 2016. That’s from one in every two migrants to one in every three in the space of 15 years,” the Australian Bureau of Statistics (ABS) wrote, as quoted by Huffington Post Australia.

“Conversely, the proportion of migrants born in Asia has increased,” it continued.

The data specifically notes that China, India, the Philippines, Vietnam, and Malaysia now account for more foreign-born residents than England, New Zealand, and mainland Europe.



As such, English is becoming less common, although it is still the country’s most used language. A total of 72.7 percent of residents said they spoke English at home, down from 76.8 percent in 2011.

Mandarin is spoken by 2.2 percent of Australians, while Arabic is spoken by 1.4 percent. Vietnamese is spoken by 1.2 percent, while Cantonese is used by another 1.2 percent.

All in all, the census data noted 300 different languages spoken in the country, including Indigenous languages.
More than 100 religions were also recorded, although “no religion” was the most common response.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

"A música e o fassismo"

O livro das imagens 
Tenho andado a ouvir bandas nacionais dos anos cinquenta e sessenta. Trata-se de mais uma área através da qual podemos constatar que muito do que nos tentam impingir acerca do Estado Novo é falso. Quem se aventure por essa época descobrirá dezenas de bandas, influenciadas pelo que se fazia lá fora. E assim se desmontam dois mitos: o do isolamento cultural do país e o do Portugal triste e apagado, sujeito aos horrores salazaristas. Cometas Negros, Gatos Negros, Demónios Negros (muito gostavam eles do negro), Conchas, Quarteto Académico João Paulo e tantos, tantos outros, animaram esse país (e o Ultramar, tendo tocado inclusive para os militares aí colocados durante a guerra) nas décadas citadas. Cantaram em português, inglês, francês, fizeram covers de temas estrangeiros, gravaram, editaram, puseram a juventude em contacto com o twist, o rock, o rockabilly e por aí fora. Até Castelo Branco, uma cidade do interior, que à data não chegava aos 20.000 habitantes (apenas atingidos em 1980) foi atingida pelo fenómeno. Os Cometas Negros apareceram por lá em 1962. Portanto, se no início dos anos sessenta até pequenas cidades tinham as suas bandas, onde fica o mito do país fechado? Fica entre aqueles a quem serve e que continuam a reproduzi-lo, (de)formando gerações sem acesso a outra narrativa que não seja a oficial.

Sobre o mito do brilhantismo islâmico

O livro das Imagens
"A arquitectura muçulmana, internacionalmente apreciada, também é, afinal, um êxito que se deve sobretudo aos dhimmis, a partir de origens persas e bizantinas. Em 762, quando o califa al-Mansur fundou Bagdade, confiou a concepção da cidade a um zoroastriano e a um judeu. Uma das grandes obras-primas atribuídas à arte islâmica é a Cúpula do Rochedo em Jerusalém. Mas quando o califa Abd al-Malik mandou construir o santuário no século VII, entregou os trabalhos a arquitectos e artífices bizantinos e é por isso que se assemelha tanto à Igreja do Santo Sepulcro. De facto, muitas mesquitas muçulmanas famosas foram originariamente construídas como igrejas cristãs e mais tarde transformadas, acrescentando-lhes apenas minaretes exteriores e mudando a decoração dos interiores. (...).
Exemplos como este abundam nas áreas intelectuais que tanta admiração causaram pela cultura muçulmana. No seu livro muito elogiado escrito com o fim de reconhecer os 'enormes' contributos dos árabes para a ciência e a engenharia, Donald R. Hill admite que é muito pouco aquilo que se pode afirmar inequivocamente ter origem árabe e que a maior parte desses contributos tinha a sua origem nas populações conquistadas."- Rodney Stark, O Triunfo do Ocidente (trad. de Rui Santana Brito), Lisboa, Guerra e Paz, 2014.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

China e EUA lideram emissão de gases com efeito de estufa

Insider Pro

"Seu padrão de vida hoje é muito maior do que o de um magnata americano há 100 anos"

Via Mises Brasil

Morreu, no dia 20 de março de 2017, o bilionário David Rockefeller. Ele era o último neto vivo do magnata John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil. Tinha 101 anos de idade.
Por ocasião de sua morte, a revista The Atlantic fez uma excelente reportagem descrevendo como eram as condições de vida nos EUA em 1915, ano em que David Rockefeller nasceu. Tomando por base o padrão de vida usufruído por uma pessoa de classe média hoje, as condições de vida há 100 anos,mesmo para um magnata, eram sombrias, extenuantes, perigosas e, por que não?, pobres.
(Para você ter uma ideia, em 1924, o filho de 16 anos do então presidente americano Calvin Coolidgefaleceu em decorrência de uma bolha infeccionada em seu dedo do pé, machucado este que ele adquiriu ao jogar tênis no jardim da Casa Branca.)
Com isso em mente, eis uma pergunta que eu sempre faço em várias ocasiões, e que sempre gera reações controversas em meus interlocutores: qual seria a quantidade mínima de dinheiro que você exigiria para abrir mão de tudo o que você tem hoje, voltar no tempo e viver a vida de John D. Rockefeller em 1915?
Ou, colocando de outra maneira, se você vivesse em 1915 com um bilhão de dólares em sua conta bancária, você acha que teria o mesmo conforto e o mesmo padrão de vida que você tem hoje, com sua renda atual? Você acha que esta volumosa quantia de dinheiro seria capaz de garantir a você, em 1915, bens e serviços de alta qualidade, de modo a fazer com que você seja indiferente entre manter sua vida hoje, em 2017, ou viver como um Rockefeller em 1915?
Pense bem. Sem pressa. E com cuidado.
Comecemos pelo lado mais ameno e menos importante
Se você fosse um bilionário americano em 1915, você poderia, obviamente, adquirir imóveis de primeira. Você poderia ter um apartamente na Quinta Avenida, em Nova York, ou uma casa de praia em frente ao Oceano Pacífico, em Los Angeles, ou mesmo ter a sua própria ilha tropical em qualquer lugar do mundo (ou ter os três ao mesmo tempo).
Mas, quando você fosse viajar de Manhattan para a Califórnia, você levaria dias (em seu trem particular) e teria de atravessar vários terrenos inóspitos, sem muita opção de lugar para pernoite e sem a certeza de que haverá restaurantes no caminho (ou seja, você teria de separar quilos de comida apenas para a sua viagem de dias). E, se essa viagem fosse feita durante os escaldantes meses de verão, você não teria ar condicionado em seu vagão. Muito menos teria qualquer opção de entretenimento a bordo.
E, embora você talvez tivesse ar condicionado em sua casa em Nova York, vários dos locais aos quais você iria — escritórios, restaurantes, cinema, teatro — não teriam este luxo. E, no rigoroso inverno, praticamente não haveria calefação.
Viajar para a Europa levaria, provavelmente, mais de uma semana. Para ir além da Europa, várias semanas.
Quer enviar com urgência uma encomenda de Nova York para Los Angeles em apenas um dia? Lamento. Impossível.
Você tambem não poderia nem ouvir rádio (a primeira transmissão de rádio só ocorreu em 1920) e nem ver televisão (só a partir de 1935). Você, no entanto, poderia ter uma vitrola de última geração. (Não era estéreo, porém. E creio que mesmo os atuais adoradores do vinil iriam preferir ouvir música de um CD à musica tocada por uma vitrola de 1915). Obviamente, você não poderia baixar na internet as músicas que quisesse.
Também não havia muitas opções de filmes aos quais assistir. Você poderia, de fato, construir sua própria sala de cinema em sua mansão, mas não haveria muito material a ser visto. E, caso conseguisse que alguém estúdio de Hollywood vendesse para você alguma película, esta seria muda e em preto e branco. (Hoje, você pode baixar gratuitamente vários filmes pela internet, ou mesmo pagar Netflix ou Amazon Prime para ter acesso a outros filmes e séries).
Você teria um telefone, mas ele seria fixado à parede. Não, você não teria nem Skype e nem chamadas via WhatsApp.
Você também teria uma limusine de luxo, mas as chances de ela quebrar durante um passeio pela cidade (com motorista) seriam muito maiores que as chances de o seu carro atual enguiçar quando você está indo para a academia de ginástica, para o cinema, ou para a aula de ioga. E, com a limusine enguiçada, você pacientemente teria de esperar, no banco traseiro, o seu chofer tentar consertar a máquina de improviso, sem poder telefonar ou mandar mensagem para ninguém avisando que irá se atrasar para um eventual compromisso.
Mesmo quando estivesse em sua residência em Manhattan, se você fosse acometido de um súbito desejo por uma culinária mais específica, como comida tailandesa, vietnamita ou do Oriente Médio, você estaria sem sorte: é improvável que seu chef tivesse a mais mínima ideia de como fazer isso. Nem mesmo havia restaurantes com essas opções em Nova York.
E, ainda que você tivesse o dinheiro para, no inverno de 1915, abastecer sua despensa em Nova York com frutas, mesmo para um bilionário como você tal extravagância não valeria a pena. A logística necessária para fazer com que as frutas chegassem a Nova York ainda frescas seria cara demais.
Sua conexão wi-fi seria dolorosamente lenta — opa, espera: não existia isso. Mas, pouco importa, pois você nem sequer teria um computador (ou um smartphone ou um tablet) e uma internet.
Você, de fato, poderia comprar todos os livros, enciclopédias e jornais científicos da época, bem como todas as revistas semanárias e jornais diários. (Haveria muita dificuldade para guardar todos eles, mas isso é o de menos.) No entanto, o seu acesso à informação, mesmo você sendo um bilionário, dificilmente seria maior e melhor que o acesso que qualquer cidadão munido de um smartphone e uma conexão à internet possui hoje.
Para começar, você não teria acesso instantâneo às notícias. Estas chegariam a você, na melhor das hipóteses, com um dia de atraso. Se fosse um evento ocorrido na Europa, a informação poderia vir com mais de uma semana de atraso. Adicionalmente, você não teria nada sob demanda. (Hoje, ao simples deslizar de um dedo, você tem acesso a toda e qualquer informação que queira, bem como a uma oferta de milhares de livros e filmes que podem ser lidos e vistos a qualquer momento. Pode também assistir, gratuitamente, a vários telejornais.)
Você poderia comprar o mais chique e refinado relógio suíço da época, mas mesmo ele não conseguiria manter as horas de maneira tão acurada como faz qualquer relógio barato de hoje (isso sem nem mencionar o relógio do seu smartphone, que está sempre atualizado).
 
Coisas mais sérias e graves
Mesmo a melhor e mais avançada medicina da época era horrível para os padrões de hoje: tudo era muito mais doloroso e muito menos eficaz (lembre-se do jovem filho do presidente Coolidge). Antibióticos simplesmente não estavam disponíveis. Disfunção erétil? Distúrbio bipolar? Aprenda a viver com isso. Essa era a única opção.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Copiar e colar no facebook sempre que haja um ataque terrorista envolvendo uma carrinha/camião

Rui Rocha




"Uma carrinha branca de marca ocidental atropelou várias pessoas na London Bridge. Está portanto completamente afastada a possibilidade de ligação desta carrinha com células de automóveis terroristas de inspiração islâmica."
"O importante é desde já seguirmos todos o protocolo:
1. Isto não tem nada que ver com o Islão:
2. O indivíduo era doente mental - "lobo solitário";
3. Todos os que contradizem os pontos 1 e 2 são racistas e xenófobos;
4. Mudar a foto do Facebook e colocar as cores do país atingido;
5. Acender algumas velas, fazer uma vigília e participar numa marcha pela paz;
6. Esperar pela próxima chacina;
7. Repitam comigo."

Sobre a importância das migrações no islão

O Livro das Imagens
A recente crise migratória que afecta a Europa tem levantado diversas questões, mas deixado de lado uma absolutamente essencial.
Quando falamos de emigração/imigração, tendemos a pensar numa acção levada a cabo pela necessidade de melhorar as condições de vida. Emigra-se, geralmente, porque no país de origem não se encontram as condições que se procuram, sejam elas salários mais elevados, realização profissional ou outra qualquer.
 
No entanto, a actual vaga migratória que submerge a Europa, oriunda de África e da Ásia, não tem na origem tais motivos – para muitos dos que chegam. Porque, ao contrário do que sucede no Ocidente, a migração possui um significado muito diferente no imaginário islâmico.
A história do islão inicia-se com uma migração, e tão importante é ela que assinala o início do calendário. A Hégira, viagem de Maomé de Meca para Medina, é um momento fundador, algo que não sucede com qualquer tradição ocidental. Em Meca, Maomé não era ouvido, mas com a passagem a Medina tudo muda, o seu poder começa a consolidar-se e, a partir daí, a ascensão e a expansão serão imparáveis.
Portanto, tudo tem início com uma migração, e não é por acaso que ainda encontramos contemporaneamente diferentes grupos salafistas que remetem para aquele momento fundador. O palestiniano Abdullah Azzam foi um dos principais ideólogos da jihad dos nossos dias. Mentor de Osama bin Laden, instalou-se no Paquistão durante os anos oitenta e foi igualmente um dos nomes grandes ligados à luta contra os soviéticos no Afeganistão. Considerava, precisamente, que era dever dos muçulmanos a prática da hégira, que neste caso teria lugar naquele país. Assim, os muçulmanos do mundo deveriam migrar para o Afeganistão, com vista ao combate contra o infiel, neste caso duplamente pernicioso porque ateu. Assassinado no final da década, Azzam permaneceu como uma das referências centrais no pensamento jihadista contemporâneo.
Mais recentemente, o Estado Islâmico retomou este apelo. Em diferentes vídeos refere a ida de combatentes europeus para a Síria ou o Iraque como reproduzindo a hégira, essa migração que o muçulmano deve estar preparado para realizar, sobretudo se em defesa da comunidade. Assim, os jovens europeus que se deslocam para o califado, não o fazem apenas, ou sobretudo, pelo desejo de aventura. Cumprem um desígnio religioso com fundamento no início do islão.
Todo o muçulmano tem por referência Maomé e os quatro primeiros califas, ditos os bem guiados. Todo o muçulmano deve imitar, aproximar-se desses modelos ideais, sobretudo o primeiro. Todo o muçulmano tem, como tal, na hégira uma referência. A migração no imaginário islâmico nada tem a ver com o conceito no mundo ocidental. É um acto fundacional, com tudo o que isso implica. Sendo, portanto, parte da essência do fundamentalismo. Não há islamismo sem migração.
Esta ideia esteve, tem estado, presente na cultura islâmica a diversos níveis. Época de Migração Para Norte, do sudanês Al-Tayyeb Salih, é considerado o mais importante romance árabe do século XX. Surgido há cinquenta anos, em 1966, fala das experiências de um sudanês em Londres. Das suas relações com o mundo pós-vitoriano e pós-primeira guerra mundial. Das suas conquistas amorosas, também. Porque o vírus do orientalismo e do amado “outro” não é algo dos nossos dias. Embora atingindo níveis de demência, encontra raízes no passado moderno. Exótica nesses dias, a migração ganhou ímpeto após a segunda guerra mundial com a chegada de oriundos das ex-colónias. Se um investigador insuspeito de simpatias direitistas, como Tony Judt, escreve que nos anos cinquenta/sessenta era quase impossível encontrar um não-branco em Londres, a história hoje alterou-se. O cenário muda e continua a mudar porque, na maioria, os homens e mulheres que governam os destinos da Europa não possuem uma visão histórica e uma cultura que lhes permita captar a essência de certos conceitos. São ignorantes, na maior parte; coniventes, na outra.

A chegada de milhões de asiáticos e norte-africanos à Europa não é, pois, uma simples migração de alguns que querem melhorar as condições de vida. É a reprodução de um episódio histórico, o reviver do momento inicial com tudo o que tal implica. Não perceber isso é não perceber metade (ou mais) do que está em jogo.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

EUA: Manifestação contra a Sharia

A-24: realiou-se há já alguns dias uma manifestação em Nova York, contra a Sharia islâmica, algo que é de salutar porque os americanos ainda não chegaram ao estado de contaminação dos europeus, aliás refiro de passagem, que seria esta a resposta dos jovens europeus aquando dos atentados de Manchester e Londres em vez de concertos e outros floreados que só motivam ainda mais os terroristas. Para não variar, a esquerda acéfala organizou uma contra-manifestação e houve confrontos. É assim, neste Ocidente doente, mas já foi alguma coisa. Parabéns Nova Iorquinos.


De quantos anos precisaram estes produtos ou serviços para alcançar 50 milhões de utilizadores?

Via Insider Pro

domingo, 25 de junho de 2017

O mundo visto de cima: 10 incríveis fotografias tiradas com drones

Insider Pro



Bali Barat National Park, Indonésia





San Francisco



Guntur, India



Merritt Island, EUA




Aquismón, México








Nova Iorque



Saint-Malo, França