sábado, 29 de junho de 2013

Coisas do dia da greve

Talvez hoje valha a pena recordar um artigo da Maria João Marques: 82% dos trabalhadores nunca fizeram greve na sua vida. Apenas 9% fez greve nos últimos cinco anos.
A CGTP não quis cair no ridículo, mas a UGT saiu-se com este número: 50%!

De alguma forma, Ridículo não é suficiente para sequer começar a descrever este número. Mais de 2.000.000 em greve? Devem ter passado o dia na praia, só pode…

Ricardo Campelo de Magalhães

Afinal, qual é mesmo o objectivo de paralisar um país que, na realidade, já está paralisado há tantos anos??? 
Aliás, depois do Marquês de Pombal, e com a excepção de um pequeno período entre a nossa entrada na CEE (em 86) e por volta do meio da década de 90, já estamos paralisados há 400 anos!

Comentário no Expresso


Mais um dia em que Portugal se desdobra em dois – o das centrais sindicais - CGTP reclama “forte adesão” à greve geral no sector privado e de algumas redacções - Greve geral: país está parado. Mas na verdade isso pouco importa: as greves a que chamamos gerais são basicamente greves de alguns sectores da função pública. O que não entendo é o papel dos piquetes de greve. Não é aceitável que alguns tentem pela força e intimação que outros façam greve: Movimento dos Precários Inflexíveis interrompeu a circulação ao irromper pela Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, e ainda entrou em instalações da Portugal Telecom.

Helena Matos

Exijo: demissão de Arménio Carlos já!


Arménio Carlos interessa-me muito pouco, a CGTP igualmente e só depois de uma lobotomia (e também de alguma esquizofrenia, cismas de personalidade ou por aí) descontaria mensalmente uns poucos cêntimos que fossem para algum sindicato da CGTP, que são AS organizações mais reaccionárias e imobilistas do país. (A UGT tem dias menos maus – e hoje não foi um deles).
Mas isso não interessa nada. Se a criatura pode ousar supor que os seus devaneios ideológicos e as suas alucinações sobre o que são ‘a vontade popular’ têm mais valor do que o meu voto de há dois anos para a manutenção de um governo eleito para quatro, então eu quero dar palpites sobre o que se deve passar numa organização com a qual nada tenho a ver – nem quero (até o teclado e a mesa por baixo do teclado estremeceram com pavor de uma súbita loucura marxisto-sindical minha).
E como hoje é dia de protesto, acabo também com um protesto: vade retro gente, ó gente com a fineza democrática de um Kim-il-sung, que no meu voto mando eu.
Maria João Marques n'O Insurgente

A greve no sector público. Por Pinho Cardão.
Uma greve política, pois tem como objectivo mudar o governo, como hoje os dirigentes sindicais muito têm referido. Mas é aos cidadãos que assiste o direito de mudar governos, em eleições, não aos trabalhadores do estado, fazendo greve.
Felizmente que há muito mais gente a trabalhar no sector privado. A trabalhar, pois a greve, salvo casos esporádicos, não passou por lá. São eles que ainda vão sustentando os grevistas e o país.
O Insurgente by André Azevedo Alves



O Camarada Arménio Estaline não avança com os números de adesão à greve geral. Na certa porque sabe que esta foi um fiasco. E de facto foi. Por isso, e por uma questão de coerência, Arménio Estaline devia demitir-se, pois é um dos que passa a vida a pedir a demissão do Governo por alegados fracassos. Numa democracia normal já haveria vozes a pedir a cabeça do líder dos trabalhadores portugueses, mas como se trata de Portugal ninguém se atreve a tal.