sexta-feira, 14 de junho de 2013

Para quando a Avenida António Oliveira Salazar?

Não tenho nada contra a existência de uma avenida Álvaro Cunhal. Aliás parece-me bem mais apropriado termos uma avenida Álvaro Cunhal do que uma Rua Che Guevara. O que fico à espera é da inauguração da Avenida António de Oliveira Salazar, de quem se pode dizer ipsis verbis aquilo que o presidente da CML declarou sobre Álvaro Cunhal na inauguração da avenida que leva o nome do dirigente do PCP . Basta substituir Álvaro Cunhal por António Oliveira Salazar e está pronto: “ Falo no seu exemplo de seriedade pessoal, da coragem na adversidade, da audácia na ação, da capacidade de resistir e de persistir, da clareza nos propósitos e objetivos, da firmeza e da tenacidade na luta”, (…) Segundo António Costa, “qualquer que seja o juízo que se tenha” das ideias e do legado político de Álvaro Cunhal, “ninguém lhe pode negar a entrega total e pessoalmente desinteressada àquilo em que acreditava, a coerência firme e inflexível, a militância constante e determinada, a fidelidade e a devoção aos seus princípios ideológicos e políticos”. ”Ao atribuir o nome de Álvaro Cunhal a uma avenida da nossa cidade, a Câmara Municipal de Lisboa cumpre a sua responsabilidade institucional na construção de uma memória coletiva aberta, plural, tolerante e atualizada”, defendeu, acrescentando mais tarde que o líder histórico do PCP “era uma figura imprescindível no espaço público da cidade de Lisboa”.

Helena Matos in Blasfémias