segunda-feira, 10 de junho de 2013

Rafael Nadal campeão de Roland Garros pela oitava vez

Ao vencer todos os opositores que enfrentou nesta 83.ª edição do torneio de Roland Garros, Rafael Nadal tornou-se no primeiro na história da modalidade e vencer por oito vezes o mesmo torneio do Grand Slam — ultrapassando Pete Sampras e Roger Federer, que triunfaram em Wimbledon em sete ocasiões. O último a desafiá-lo em Paris foi David Ferrer, mas o tenista nascido há 27 anos em Manacor voltou a impor a sua lei, e triunfou, com os parciais de 6-3, 6-2 e 6-3, e estabeleceu um novo recorde de 59 encontros ganhos em Roland Garros (mais um que Guillermo Vilas e Federer).
“Estou muito feliz, muito emocionado, é uma vitória muito importante para mim. É difícil comparar com as minhas outras sete vitórias aqui... Geralmente não gosto de comparações, mas é verdade que o título deste ano tem um significado particular. No início do ano, ninguém na minha equipa poderia sonhar com isto... e cá estamos. Estou a saborear as minha emoções”, disse Nadal, aludindo à paragem de sete meses que o impediu de competir nos dois últimos Grand Slams, nos EUA e na Austrália.

A quarta final na história do torneio entre espanhóis ficou marcada pela excelente réplica de Ferrer, que em 11 vezes ameaçou quebrar o serviço do compatriota, mas só numa em cada set conseguiu concretizar. Ferrer tinha vindo a demonstrar uma maior ambição: em Novembro conquistou o seu maior título, no Masters 1000 de Paris-Bercy e este ano, realizou duas grandes exibições diante de Nadal em Madrid (onde esteve a dois pontos de ganhar, 6-4, 6-5 15-30) e Roma, tendo ganho um set em cada.
Ontem, Nadal conseguiu sempre fazer melhor e depois de quebrar para 4-3, fechou o set inicial com um terceiro break. Ferrer pressionou bastante o campeão no início da segunda partida, mas foi Nadal que se adiantou. O espanhol de 31 anos salvou break-points para 1-3 e desperdiçou três oportunidades de quebrar Nadal, que selou o 4-1, para não mais perder a vantagem.
A chuva ameaçou mas não chegou a interromper o encontro, ao contrário de um manifestante que entrou no court na parte final do segundo set, de tronco nu, com uma tocha de fumo e com a inscrição Kids Rights na barriga, ao mesmo tempo que nas bancadas outros eram convidados a sair por protestarem igualmente com a recente lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo em França.
No terceiro set, Nadal pulou para 2-0, Ferrer ainda igualou mas não soube manter o nível de jogo e capitulou ao fim de duas horas e 16 minutos. “O plano era ser agressivo, mas o court estava lento, chovia e era difícil fazer winners. O resultado é um pouco severo, mas ele foi o melhor, nada a dizer. Tive as minhas oportunidades no terceiro set, mas nos momentos importantes senti a pressão e Rafa é ainda mais forte nessas alturas. Ele bate forte, tem uma bela mão, um físico incrível, é capaz de jogar cinco horas na meia-final e jogar ao mesmo nível, dois dias depois”, reconheceu Ferrer, o mais velho estreante em finais do Grand Slam em 40 anos.
Nadal recebeu das mãos do campeão olímpico Usain Bolt a Taça dos Mosqueteiros, o seu 12.º título do Grand Slam — que o coloca em terceiro na lista liderada por Federer (17) — que lhe rendeu 1,5 milhões de euros. Mas, ironicamente, vai cair do quarto para o quinto lugar, por troca com Ferrer. “Tenho de continuar a ganhar se quiser ter alguma hipótese de ser o número um no final do ano”, frisou Nadal.
Entretanto, na Alemanha, João Sousa (119.º ATP) conquistou o challenger de Furth, ao bater na final o norte-americano Wayne Odesnik (113.º), por 3-6, 6-3 e 6-4. O quarto título do vimaranense em torneios desta categoria vai levá-lo ao 103.º lugar do ranking.
Público

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