domingo, 9 de junho de 2013

Serena Williams conquista Roland Garros pela segunda vez

Serena Williams não tem nenhuma recordação do título conquistado em Roland Garros em 2002, excepto o vestido que envergava e que guarda juntamente com os exibidos nas outras finais dos torneios do Grand Slam que venceu. Mas lembra-se que, na altura, queria ser como a irmã Venus, mais velha, mais alta e, então, número um mundial. E tem a certeza que essa vitória, precisamente sobre Venus, mudou a sua carreira, passou a acreditar mais em si própria. E foi a sua enorme auto-confiança que, mais uma vez, a levou a conquistar o 16.º major e, aos 31 anos e 247 dias, tornar-se na mais velha campeã de Roland Garros na era Open (ultrapassando Chris Evert, campeã em Paris, com 31 anos e 169 dias).

“Quero retirar-me no meu auge, é esse o meu objectivo. Mas será que já atingi o auge?”, questionou Serena, depois de vencer na primeira final de Roland Garros entre as duas melhores tenistas do ranking desde 1995, Maria Sharapova, por 6-4, 6-4, em uma hora e 46 minutos. Embora ainda longe da recordista Margaret Court (24 títulos do Grand Slam), a norte-americana faz parte de um restrito lote de quatro jogadoras que conseguiram vencer os quatro majors mais que uma vez (Steffi Graf, Martina Navratilova e Evert).

13 derrotas consecutivas

Sharapova entrou no court Philippe Chatrier bastante determinada em pôr fim às 12 derrotas sucessivas diante da rival, privilegiando mais a colocação do que a potência e baixou o número de erros não forçados. No entanto, a russa teve de recuperar de 0-40 no jogo inaugural, para liderar por 2-0 e teve duas oportunidades de ampliar a vantagem. “Se tivesse feito o 3-0 teria mais hipóteses de ganhar o primeiro set mas não diria que o encontro se decidiu aí”, afirmou mais tarde.
Mas a partir do momento em que igualou a 2-2, Serena voltou a ser a jogadora que não perde há 31 encontros sucessivos, apesar de ter cedido uma vez mais o serviço. A número um mundial devolveu o break e serviu para fechar o set.
Serena abordou o segundo set mais calma e a russa sobreviveu a cinco break-points no jogo inicial do segundo set, mas não a um sexto, dois jogos depois. A norte-americana geriu a vantagem servindo a grande nível, não enfrentou qualquer break-point e com dois ases, fez o 5-3. Quando serviu para fechar o encontro, fê-lo de forma autoritária, com três ases, respectivamente a 190km/h, 195km/h e 198km/h, antes de cair de joelhos no maior court de terra batida do mundo.
“Estava tão nervosa que pensei que não ia ser capaz de bater na bola do fundo do court e disse a mim mesma que tinha de fazer ases”, revelou Serena, já depois de receber a Taça Suzanne Lenglen das mãos da tricampeã Arantxa Sanchez Vicario e o respectivo cheque de 1,5 milhões de euros. “Maria queria mesmo ganhar. Isto foi talvez o melhor que ela jogou contra mim”, frisou ainda a norte-americana.
Ao não defender o título, Sharapova desce para o terceiro lugar do ranking por troca com Viktoria Azarenka. “Penso que chegar à final não é muito mau, por isso, diria que é positivo. Posso dizer que estou a ir na direcção certa em relação aos meus confrontos com ela. Penso que em Miami e este encontro mostram que estou a fazer mais coisas certas do que no passado mas, obviamente, não de uma forma suficientemente consistente”, afirmou Sharapova, premiada com 755 mil euros. Público

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