quarta-feira, 3 de julho de 2013

Russia recusa dar asilo a Snowden

Eduard Snowden, ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, renunciou à ideia de pedir asilo na Rússia, anunciou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.
“Ele renunciou à sua intenção e ao pedido para ficar na Rússia”, declarou ele aos jornalistas.

Peskov revelou que esse passo de Snowden se deveu ao facto de ele não concordar com as exigências do Presidente russo, Vladimir Putin.
“Realmente Snowden pediu para ficar na Rússia. Porém, ao saber, ontem, a posição da Rússia, anunciada pelo Presidente Putin, relativamente às condições para ele, teoricamente, poder fazer isso, ele renunciou à sua intenção”, precisou Peskov.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu asilo político a Snowden, mas impôs uma condição: ele deve pôr fim à sua atividade que visa prejudicar aos nossos parceiros americanos, por muito estranho que isso possa parecer da minha boca”.
O porta-voz do Kremlin excluiu a possibilidade de extradição de Snowden para os Estados Unidos por neste país existir pena de morte.
“A entrega de Snowden para um país como os Estados Unidos, onde se emprega a pena de morte, é impossível”, frisou Peskov.
“A Rússia nunca extraditou ninguém, nem extradita e nem irá extraditar. Tiveram lugar trocas, mas não extradições”, precisou.
Eduard Snowden encontra-se na zona de trânsito do aeroporto Sheremetievo de Moscovo desde domingo passado, esperando que algum país o receba. 
O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, declarou hoje que não tenciona levar consigo o ex-agente da CIA Eduard Snowden e que este não pediu asilo político nesse país. 
“Por enquanto, ele não pediu asilo político na Venezuela”, disse Maduro aos jornalistas. 
O dirigente venezuelano encontra-se em Moscovo para participar numa cimeira de presidentes do Fórum de Países Exportadores de Gás Natural. 
Quando lhe perguntaram se tenciona levar consigo Snowden para a Venezuela, Maduro respondeu com um sorriso: “Levaremos numerosos acordos respeitantes a investimentos no campo do gás”. 
Porém, frisou que o ex-agente deve ser defendido pelo direito internacional e humanitário. 
“Ele não matou ninguém, não colocou bombas. O que ele fez: disse uma grande verdade para impedir a guerra. Snowden merece a defesa do direito internacional e humanitário”, concluiu.
Países como a Finlândia e a Polónia já vieram dizer que não irão conceder asilo político a Snowden, mas por razões diferentes. Varsóvia diz que recebeu o pedido de asilo, mas já informou que a resposta vai ser negativa.
“Recebi uma carta que não corresponde aos critérios formais de um pedido de refúgio, mas mesmo que correspondesse, eu daria uma opinião negativa”, escreveu no Twitter Radoslav Sikorsky, ministro polaco dos negócios estrangeiros.
Helsínquia anunciou que o ex-agente da CIA não pode pedir asilo político na Finlândia, pois não se encontra no seu território.
José Milhazes