segunda-feira, 30 de junho de 2014

Depois de Zanetti, mais ninguém voltará a usar a “4” no Inter

Público 

Foram quase duas décadas ao serviço do emblema italiano e, a partir da próxima temporada, Zanetti inicia novas funções no Inter de Milão.

Uma ligação que desafia todas as leis comerciais que regem o futebol ao mais alto nível como a de Zanetti e do Inter não poderia apenas terminar. O lateral argentino de 40 anos vai abandonar os relvados mas não abandona o clube ao qual chegou em 1995, vindo do Banfield.
Zanetti vai ser vice-presidente do emblema italiano pelo menos até 2016, de acordo com a ESPN. A decisão foi tomada esta segunda-feira depois de uma reunião da direcção do Inter, presidida pelo indonésio Erick Thohir.
O internacional argentino já tinha comunicado, em Abril, que iria retirar-se no final da época. No último ano, Zanetti debateu-se com uma lesão no tendão de Aquiles, mas ainda participou em dez jogos da Serie A.


Quando anunciou o fim da sua carreira, Zanetti já antecipava a continuidade no clube milanês, noutras funções. “Irei tentar ser útil para a equipa fora de campo”, dizia o argentino. Ainda a época não havia terminado e o argentino já prometia muito trabalho nas suas novas funções: “Um mundo novo abre-se para mim e isso entusiasma-me.”
Desde que entrou pela primeira vez no centro de treinos Appiano Gentile, nas margens do Lago Como, que Zanetti passou de um desconhecido argentino com fama de duro, El Tractor, para o eterno Il Capitano. Em quase duas décadas ao serviço do Inter, Zanetti bateu recordes de longevidade e de dedicação.
É o jogador com mais jogos no clube, com 857 partidas, muito à frente de Giuseppe Bergomi, com 756. Na Serie A, apenas outro lendário lateral, Paolo Maldini, tem mais jogos que o argentino.
A importância que Zanetti assumiu no Inter foi reconhecida pela actual direcção que anunciou que o número 4 vai deixar de ser usado, em homenagem ao argentino. No seu palmarés conta com cinco títulos italianos, quatro taças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA e um Campeonato do Mundo de Clubes.
O seu último desejo como jogador era o de terminar a carreira no Inter, o que aconteceu aos 57 minutos da penúltima jornada da Serie A, quando o treinador Walter Mazzarri o lançou na partida frente à Lazio. Os “nerazzurri” venceram por 4-1, mas a maior ovação foi para aquela substituição.

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