sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sobre a queda do MH17 da Malaysian Airlines

A queda de um Boeing 777 da Malaysia Airlines no Leste da Ucrânia, que terá causado a morte de todas as 298 pessoas que seguiam bordo, esta quinta-feira, deu imediatamente origem a trocas de acusações entre as autoridades de Kiev e os separatistas pró-russos, que se responsabilizam mutuamente pelo derrube do aparelho.

O número de vítimas foi inicialmente quantificado em 295, mas horas depois foi corrigido por Huib Gorter, director da transportadora aérea para a Europa, para 298: 283 passageiros e 15 tripulantes — o que faz deste o acidente aéreo com mais vítimas mortais na última década.

O aparelho MH17 que descolara de Amesterdão com destino a Kuala Lumpur caiu na região de Luhansk, próximo de Donetsk.Os rebeldes anunciaram, ao princípio da noite, terem encontrado a caixa negra do avião e admitiram uma trégua de dois ou três dias para que seja possível o acesso ao local. Nas horas que se seguiram à queda do aparelho sucederam-se apelos nesse sentido.

O esclarecimento do que aconteceu com o avião pode ter efeitos importantes na evolução da crise político-militar ucraniana. O Conselho de Segurança reúne esta sexta-feira, a pedido do Reino Unido.

O Boeing 777, que tinha levantado de Amesterdão e se dirigia a Kuala Lumpur não chegou a entrar no espaço aéreo russo, como previsto na rota, e despenhou-se a escassas dezenas de quilómetros da fronteira com a Rússia, numa zona controlada por separatistas, onde têm ocorrido confrontos. O espaço aéreo no Leste da Ucrânia foi encerrado.



Segundo os dados da companhia aérea, seguiam a bordo 154 holandeses, 27 australianos, 38 malaios (entre os quais 15 membros da tripulação), 11 indonésios, nove britânicos, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos e um canadiano.
O ministro do Interior da Ucrânia indicou quer também seguiam a bordo 23 cidadãos norte-americanos.
Não deverá haver portugueses entre as vítimas, segundo indicou o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, com base nos nomes que surgem na lista de passageiros.




O voo MH17, que tinha partido da cidade holandesa às 13h15 (hora de Portugal Continental), perdeu contacto com o controlo aéreo ucraniano às 15h15, pouco antes da altura prevista para a entrada em espaço russo, segundo informação da companhia aérea malaia. Na altura em que desapareceu dos radares voava a dez mil metros de altitude.
A maior parte dos passageirs eram, segundo a Malaysia Airlines, holandeses - pelo menos 154. Está também confirmada a morte de 27 australianos e 23 malaios, 11 indonésios, quatro alemães, quatro belgas, três filipinos e um canadiano. Informação anteriormente divulgada pelo ministério do Interior ucraniano indicava que seguiam a bordo pelo menos 23 norte-americanos e nove britânicos. O Governo francês confirmou que quatro dos passageiros eram franceses.
Ao início da noite ainda não tinha sido divulgada da nacionalidade de mais de quatro dezenas de passageiros. Todos os 15 tripulantes eram malaios.
Repórteres da Reuter e da AFP que se deslocaram ao local em que caiu, junto à aldeia de Grabovo, perto da cidade de Chakhtarsk, na região de Donetsk, viram destroços fumegantes e corpos espalhados pelo solo. Pedaços do avião espalharam-se por um raio de 15 quilómetros.

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