sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Faz parte da natureza do Hamas.

Rui Carmo via Insurgente


Do lado da União Europeia, será a altura para deixar de apoiar o terrorismo. Esse papel continuará a ser desempenhado pelo Qatar e por eméritos doadores públicos e privados. Em Maio último, o Qatar ofereceu cinco milhões de dólares ao governo islamista do Hamas. A solidariedade pretendeu apoiar os esforços de reconciliação com a Fatah (com os brilhantes resultados que se conhecem), partido que lidera a Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. De acordo com Ismail Raduan, Ministro das Doações e Assuntos Religiosos do Hamas, a oferta do governo do país do Golfo Pérsico pretendeu apoiar a “reconciliação comunitária” e está destinada a apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos nas quase eternas lutas armadas que opõem a Fatah e o Hamas.
Em Março deste ano, no seguimento da ilegalização da Irmandade Muçulmana, um tribunal egípcio baniu toda e qualquer actividade do Hamas no país e confiscou todos os seus bens. O Hamas é acusado de interferir nos assuntos internos egípcios e, na altura, alguns dos seus líderes tinham Cairo como base. As autoridades egípcias acreditam que a organização terrorista do Hamas que governa a Faixa de Gaza, desempenha um papel importante noaumento da violência vivida na Península do Sinai.
Desde Julho que o exército do Egipto destruíu mais de 100 túneis que ligam Gaza ao Egipto e que servem para contrabandear alimentos, materiais de construção mas também armas e terroristas. A lua-de-mel entre o Hamas e o Egiptou acabou de forma abrupta quando os militares removeram o Presidente Morsi e acabaram com o governo da Irmandade Muçulmana. Hoje o Hamas que é visto como é um apoiante dos atentados terroristas, um risco acrescido para as forças de segurança e civis, procura defender-se das acusações como um ataque à causa palestiniana e um favor a Israel.

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