sábado, 22 de novembro de 2014

Roteiros: Amsterdam


São 880 mil bicicletas para 800 mil habitantes. São também cem canais, mais de mil pontes e milhões de locais onde apreciar tranquilamente a beleza de uma cidade diferente. Amesterdão está carregada de história, desenhada na pacata vila piscatória do século XIII, depois na próspera “Golden Age” colonial do século XVII até se tornar no atual centro de comércio, negócio e cultura. Vivem em Amesterdão 820 mil pessoas e metade são estrangeiros. A diversidade cultural vê-se nas ruas, vale muito a pena passear por entre os canais e sentir a energia de uma cidade dinâmica como muito poucas na Europa.
Há muito para ver e fazer em Amesterdão. Algumas sugestões:

Se gosta de museus, encontra no Rijksmuseum é um dos maiores e mais importantes espaços da cidade. Renovado em 2013, apresenta uma coleção notável de alguns dos nomes mais importantes da arte holandesa. Pinturas de Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, mas também mapas, peças de escultura, vestuário e arte asiática. A Rijksmuseum alberga 800 anos de história num espaço agora renovado.




O Van Gogh Museum é um dos museus mais populares do mundo, nele encontram-se mais de 200 pinturas, 500 desenhos e 700 cartas do pintor holandês. As paisagens impressionistas e as naturezas mortas (de onde se destacam os famosos girassóis) constituem a principal atração, mas há tambémworkshops para crianças e música com artistas e DJs à sexta-feira.

Um dos novos museus da cidade é o Amsterdam Tattoo Museum, abriu em 2011 e reúne dezenas de milhares de objetos representativos da arte da tatuagem dos cinco continentes. Além da história ancestral, a curadoria de Henk Schiffmacher abre espaço para as diferentes subculturas (prisão, exército, marinheiros, prostitutas). O criador e ainda principal impulsionador do museu organiza mensalmente a visita de um tatuador de renome, que durante dois dias presta serviço a preço reduzido.

Também carregada de história está a Anne Frank House, a casa onde se escondeu a família de Anne Frank e onde foi escrito um livro que é hoje um memorial do Holocausto: ” O diário de Anne Frank”.

E para uma visita mais pitoresca pode também explorar a Masmorra de Amesterdão, onde atores de carne e osso representam os séculos mais negros da história da cidade. Prepare-se, pode ser assustador…

Mas o melhor é mesmo passear pelos muitos bairros da cidade e explorar os canais que atraem todos os anos milhões de turistas do mundo inteiro. Estas são algumas das principais atrações:

O Mercado das Flores (Bloemenmarkt) no canal Singel, um mercado flutuante repleto de cor aberto todos os dias da semana.

O Palácio Real (Koninklijk Paleis) na Dam Square, um edifício do século XVII que já foi a Câmara da cidade, é ainda usado pela casa real mas está aberto ao público a maior parte do ano.

O Vondelpark, o parque que recebeu o nome do famoso poeta holandês em 1867, é um dos grandes espaços verdes da cidade, ponto de reunião de famílias e turistas, onde se pode passear, fazer um piquenique ou praticar desporto.

E é precisamente no Voldelpark que se encontra a Ilha das Tulipas, a flor que é o símbolo do país. O “paraíso das tulipas” como é também conhecido, está aberto ao público entre os meses de junho e setembro.

O mais charmoso bairro do centro é provavelmente o Begijnhof, um pátio fechado que no século XIV serviu de residência a uma irmandade religiosa. É nele que se encontra preservada a casa de madeira mais antiga da cidade: data de 1465.

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