sábado, 8 de novembro de 2014

Setenta e dois/duas virgens

                                     Morto primeiro jihadista português na Síria

Vítor Cunha in Blasfémias


Sandro foi bombardeado, sucumbindo aos ferimentos que o guiaram à glória divina através da cópula com setenta e dois/duas virgens num refastelamento hepático em local sagrado não passível de transmissão de doenças venéreas debilitantes.
O mais confortante na morte é saber que o corpo fica mas o pénis segue connosco para o outro mundo, fiel companheiro nas horas de abandono corpóreo, impoluto por infecções em forma de couve terrenas, como uma segunda oportunidade numa máquina de jogos com moeda adicional introduzida por Deus Ele próprio.

Na morte em combate, o cérebro e o pénis, as duas partes que chegam ao outro mundo, sofrem uma mutação para a paz absoluta adquirida pelo tamanho de revólver Pfeifer Zeliska 28mm, ele próprio um pénis mais pénis que o próprio pénis. E é o fim da austeridade, disso ninguém tem dúvidas.
Sandro pode beneficiar de setenta e dois/duas virgens mas nunca beneficiará do aumento de salário mínimo proposto pelo Doutor António Costa, que apresentou uma espécie de teaser para a agenda para a década, só para começar, que 10 anos é o período normal para governar sem passar por novas eleições.
A Casa Pia de Lisboa poderá vir a beneficiar de uma taxa de turismo como forma de filtrar os pé-rapados que chegam à cidade para depois dar com a língua nos dentes. Sobretudo, é fundamental que a instituição não se transforme num antro jihadista, que 72 virgens não são particularmente fáceis de encontrar aí em qualquer sítio.
Nisto das segundas oportunidades, é preciso perceber que dar a outra face é o caminho para a redenção, como o Doutor Ferro Rodrigues bem demonstra.


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