sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Tim Cook reconheceu que era gay, mas, na Rússia, quem paga é Steve Jobs


Tim Cook, director executivo da empresa Apple, decidiu reconhecer publicamente a sua orientação sexual não tradicional. Nos nossos dias, nada de extraordinário, mas não na Rússia. Aqui, semelhante "ousadia" não poderia ficar sem consequências.
Porém, o mais extraordinário é quem paga a "factura" desse reconhecimento é, em primeiro lugar, o defunto Steve Jobs, ou melhor, um monumento que tinha sido erigido em honra do fundador da Apple em São Petersburgo. 
Depois de Steve Jobs falecer, no pátio do parque tecnológico da Universidade de Tecnologias de Informação e Óptica de São Petersburgo, foi decidido instalar um iPhone-4 de dois metros com um ecrã onde se podia ler a biografia de Jobs ou ver vídeos com as suas intervenções e discursos. Agora, "em cumprimento da lei da proibição da propaganda do homossexualismo entre menores", o holding "Zapadno-evropeisky finansovy soyuz", dono do dito parque, decidiu retirá-lo.
Segundo as palavras do chefe dessa empresa, Maxim Dolgopolov, "depois do reconhecimento de Tim Cook, o monumento ganhou um sentido ambíguo, inimigo da nossa cultura russa", é "propaganda pública da sodomia".
Além disso, Dolgopolov acrescentou que, quando decidiu levantar o monumento, não sabia que a Apple era "uma cobertura para operações da Agência Nacional de Segurança" norte-americana.
Vitali Milonov, deputado municipal de São Petersburgo e conhecido adversário ferrenho dos gays, apelou às empresas russas que fabriquem telemóveis, acrescentando que "limpo da sujidade do homossexualismo, o espírito da ciência russa arrancará as ervas daninhas que querem crescer no corpo alvo da moral social".
Quanto à possibilidade de Tim Cook visitar a Rússia, o deputado é ainda mais categórico: "Que nos pode trazer ele? O vírus ebola, a SIDA, gonorréia? Na terra deles, eles têm todas relações promíscuas. Proibir eternamente a entrada".
"Agora todos sabem que o Apple é fabricado por pederastas e a consciênciade cada um começa a mudar, ele [Tim Cook] tem talento. Trata-se de uma jogada política inteligente", frisa o deputado.

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