segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A Podridão do Regime



"Não vale nada um povo que não sabe defender a honra da sua Pátria." - Friedrich von Schiller (1759-1805)


A gravíssima crise de regime a que temos assistido nos últimos tempos em Portugal já era de esperar há muito para quem é conhecedor daquilo que já aconteceu durante a Primeira República Portuguesa.
A fórmula política que foi imposta aos portugueses em consequência do 25 de Abril de 1974 não passa de uma cópia actualizada da já malograda Primeira República e por isso mesmo um desastre à espera de acontecer. O rotativismo partidário, a corrupção em larga escala e a todos os níveis da máquina do Estado, a incompetência, a cobardia, a traição, a mentira compulsiva e todos os restantes elementos nefastos que acabaram por culminar no colapso da Primeira República estão hoje presentes na actual versão da República que só ainda não colapsou ou foi derrubada pela força por não existirem condições internacionais (ainda...) que permitam tal aventura. 
Nunca escondi o facto de ser totalmente avesso ao actual regime e por isso espero e anseio ardentemente para que os ventos políticos na Europa mudem o mais rapidamente possível de forma a permitir as condições necessárias no plano internacional para a derrota e destruição definitiva do regime de traição e corrupção ilimitada que hoje governa Portugal.
Se os portugueses ainda não perceberam, então é hora de perceberem que a raiz do mal no regime republicano e já anteriormente no regime da monarquia liberal (a verdadeira origem de quase todos os males...) foi desde sempre os partidos políticos. Um partido, tal como o nome o indica, representa uma parte da Nação e não o todo. Mais grave ainda do que isto é o facto de os partidos existirem apenas para se combaterem perpétuamente uns aos outros numa luta fratricida e extremamente dispendiosa para os bolsos do contribuinte. O resultado desta situação é que raramente os partidos conseguem chegar a acordo seja no que for e mais raramente ainda defendem o interesse nacional, pois acima de tudo está a defesa dos interesses do partido e dos seus respectivos militantes.
Por outro lado, os partidos políticos funcionam como empresas e tal como qualquer empresa o seu objectivo é ter lucro. A forma de obter este lucro é mediante a corrupção, nomeadamente favorecendo determinadas empresas, sociedades de advogados e bancos que em troca de determinados favores financiam campanhas eleitorais e garantem prémios chorudos aos políticos que as beneficiam. 
O jogo "democrático" ou jogo dos partidos apesar de ser teoricamente atraente e até mesmo sedutor, na prática é extremamente prejudicial aos interesses colectivos da Nação e à sociedade civil como um todo, pois enfraquece a mesma e torna-a permeável a inúmeros vícios. O alto capital apátrida e internacionalista entretanto agradece e esfrega as mãos de felicidade com esta situação, pois quanto mais decadente ficar a sociedade civil e quanto mais fracas ficaram as instituições nacionais, mais fácil é para o mesmo dominar uma Nação e escravizar os seus habitantes.
Como é que os portugueses passaram de um povo guerreiro que em tempos se destacou pela tenacidade com que empreenderam a Reconquista e posteriormente a fantástica epopeia dos Descobrimentos, para um povo que arrisco chamar de letárgico, é coisa que não consigo compreender e sinceramente duvido que alguém seja capaz de tal.
Orlando Braga escreveu há poucos dias atrás que "a irracionalidade da nossa sociedade só poderá ser superada com muita violência"[1], hoje, mais do que nunca sou obrigado a concordar com este pensamento não por ser um psicopata, pois decerto que não o sou, mas porque já percebi que na História normalmente o que nasce afogado em sangue, morre afogado em sangue. O actual regime que governa Portugal foi erguido sobre a pilha de mais de um milhão de cadáveres que resultaram da "descolonização exemplar", quando cair e há-de cair, é provável que deixe atrás de si outro banho de sangue.
Resta-nos então esperar que soprem ventos de mudança do resto da Europa e que o actual regime continue a apodrecer a rápida velocidade de forma a que quando chegar a hora de "atravessar o Rubicão" o mesmo possa ser facilmente removido, com o mínimo de danos colaterais possíveis e que os seus agentes, servos de Mamon e vassalos de Lúcifer, sejam devidamente julgados e condenados à única pena adequada a patifes da sua laia. 
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Notas:
[1] BRAGA, Orlando - A irracionalidade da nossa sociedade só poderá ser superada com muita violência. Algol Mínima, 21 de Novembro de 2014. Link: http://www.algolminima.blogspot.pt/2014/11/a-irracionalidade-da-nossa-sociedade-so.html

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