segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo. Pela terceira vez

Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo. Pela terceira vez
12/1/2015, 19:021.290 PARTILHAS


E vão três. Depois de 2008 e 2013, a FIFA voltou esta segunda-feira a considerar Cristiano Ronaldo o melhor jogador do mundo. O português igualou Zidane, Cruyff, Van Basten e Platini.

Ronaldo foi pela terceira vez o jogador mais votado na corrida à Bola de Ouro da FIFA
Hat-trick já poderia servir de cognome. A pisar um relvado, afinal, Cristiano Ronaldo é um especialista: esta época leva três marcados e, desde que aterrou em Madrid, em 2009, conseguiu marcar três golos em 27 partidas que realizou com o Real. É muito. E agora, fora de campo, o português conseguiu esta segunda-feira em Zurique, na Suíça, receber o terceiro exemplar da mesma distinção — a Bola de Ouro. Ou melhor, o prémio com que a FIFA reconhece anualmente o melhor jogador de futebol do mundo. “Nunca pensei ganhar três vezes esta bolinha”, sublinhou, após receber o prémio.
É a terceira vitória de Ronaldo. Ele que já vencera o troféu em 2008, ainda ao serviço do Manchester United, e em 2013, com o Real Madrid. O português, com esta vitória, iguala o feito de Zinedine Zidane — último jogador europeu a conquistar o prémio da FIFA em três ocasiões (1998, 2000 e 2003), antes de a distinção se fundir, em 2010, com a Bola de Ouro, prémio até então atribuído pela revista France Football.
À sua frente, agora, fica apenas uma pulga argentina, Lionel Messi, que conquistou o prémio quatro vezes consecutivas, entre 2009 e 2012. “Espero apanhar o Messi para o ano. Já o disse que quero ficar na história como o melhor”, admitiu Cristiano Ronaldo, quando subiu ao palco para receber o troféu e discursar: “É uma sensação única. É o culminar de um ano fantástico no Real Madrid. Estou muito feliz. É o nosso trabalho que está em jogo e a minha ambição é sempre estar no auge e ganhar.”
“Estou a ver se vejo o meu filho, a minha família, a minha mãe. Quero agradecer a todos os que votaram em mim. Ao meu treinador, os meus companheiros, o meu presidente, toda a massa associativa do Real Madrid. Foi um ano inesquecível para mim. Ganhar um troféu com esta dimensão é único. Estou muito feliz. Vai-me dar motivação para trabalhar mais” – Cristiano Ronaldo
E muito pode agradecer aos recordes. Não se fala de outra coisa. São recordes, muitos, e número tem aumentado rápido, sem demora. Porque houve alguém que juntou o pé direito, o canhoto e a cabeça numa calculadora que só sabe multiplicar — e cuja pilha parece não ter fim. O fabricante é português e o exemplo único da máquina chama-se Cristiano Ronaldo. Com os anos o extremo trocou as fintas bonitas pela beleza dos golos que, em 2008 e 2013, já lhe deram uma bola revestida a ouro para levar para casa. Esta segunda-feira ficou com uma terceira.
Passou um ano, o de 2014, a fazer por isso. Até 31 de dezembro foram 56 os golos que marcou. Pelo meio reservou 17 só para a Liga dos Campeões, que conquistou com o Real Madrid, e, lá está, estabeleceu um recorde. Outros 31 serviram-lhe para ser o pichichi (melhor marcador) da liga espanhola e receber a Bota de Ouro europeia. No final do ano tornou-se no mais rápido jogador a chegar a marcar 200 golos na La Liga (178 jogos). Mais um recorde. E (só) na época atual já muitos, mesmo.
A 4 de janeiro a série de 22 vitórias seguidas do Real Madrid terminou. A equipa foi a Valência perder (2-1), não sem antes Cristiano Ronaldo marcar um golo, de penálti, que o tornou no primeiro jogador da história a fazer pelo menos 25 golos na liga espanhola em seis temporadas seguidas.
A 6 de dezembro, e tudo no mesmo jogo, diante do Celta de Vigo, o português marcou o 23.º hat-trick na liga espanhola e superou a marca de Alfredo di Stéfano (tem no total 27 marcados pelo Real Madrid, faltando-lhe um para igualar a marca que também pertence à falecida lenda do clube). Com esses golos conseguiu também chegar aos 200 marcados no campeonato espanhol, tornando-o no jogador que menos jogos precisou para alcançar a marca.
Antes, em outubro, outro golo, este marcado ao Barcelona, fez Ronaldo bater um recorde Férenc Puskas, ao marcar por 15 vezes em sete partidas consecutivas.
Ronaldo marcou 17 vezes nas primeiras dez jornadas da La Liga. Algo, até então, inédito.
Com o golo que marcou ao Eibar, a 22 de novembro, o português passou a ser o único homem a fazer golos contra todas as equipas que já defrontou no campeonato espanhol.
A ideia, portanto, é a mesma. Escrever sobre Cristiano e recordes é repetiréne vezes a palavra “golo”. Não há como o evitar. Até foi no início de 2014 que o português chegou aos 400 marcados na carreira, a 6 de janeiro, um dia após Eusébio falecer. O mesmo se poderia e pode dizer caso o tema do texto mudasse para Lionel Andrés Messi Cuccittini, o pequeno craque argentino, com quem Ronaldo partilha relvados espanhóis desde 2009, ano em que aterrou no Real Madrid.

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