sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O PSD de Albuquerque e o drama das oposições

Donato Macedo in DN-Madeira

A política da Madeira desperta neste 2015 com novo élan. Não sei o que daí resultará, mas, os sociais-democratas da Madeira e Porto Santo elegeram o novo líder, que ousou solitariamente romper com o "status-quo" anacrónico, e usaram o seu voto de forma livre que afinal, só a eles lhe pertenciam. Tal como na Vida, na política, a resiliência (que é uma inestimável qualidade), acabou por ser recompensada. Ouço correntemente que o grande perdedor foi Jardim. Tenho dificuldades em atender essa leitura simplista. Estou convicto de que Jardim sempre soube, que quanto mais acicatasse Albuquerque, mais força lhe daria. Na mesma lógica de que correr na direcção inversa do cão foragido, vai induzir a que o bicho nos tome os passos atrás de nós. E lambidas as feridas, será tempo de colocar ordem na casa.
Albuquerque é o líder mais temido das oposições madeirenses. E vislumbro nalguns líderes, os verdadeiros perdedores pré-cozinhados das futuras eleições regionais antecipadas. O voto de protesto ainda fará sentido? Como é que as oposições lidarão com o novo líder que rompeu com Jardim? Como é que algumas fracas e despedaçadas lideranças de oposições se recomporão até à data das próximas eleições? Vão-se tornar numa espécie de "xuxialista-leaks" que cirurgicamente vertem algum "podre" de Albuquerque na vã tentativa de o descredibilizar, que mais não é, do que mascarar a sua olímpica incompetência para gerir sequer uma autarquia? E o bispo Carrilho vai-se abraçar ao cálice do JM, e assumir finalmente uma "paternidade" arredada?
Sei que há sede de coligações entre as oposições. Mas sabemos também que o passado recente nos mostrou a falência das mesmas. Por vários motivos. Em todos eles, a expressão da ganância e o "adn" da incompetência. Nesse aspecto saúdo a coerência da CDU que resiste ao embarque fácil para portos desconhecidos, que não raras as vezes aqui na Madeira, resultam num estrondoso naufrágio.
Se é verdade que o ciclo do jardinismo - tal como o conhecemos - acabou, não é líquido que daí resulte, no actual cenário, a tal maioridade das oposições desta terra. Arrisco mesmo dizer, muito pelo contrário.

Um Bom 2015 a todos!

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