segunda-feira, 20 de abril de 2015

Importante saber antes das legilativas - Mais de 1 milhão de abstencionistas fantasma


Os eleitores fantasma, tal como o nome indica, não existem, e portanto não votam, são um mega exército de abstencionistas fixos, mantidos pelos politicos. Mas ainda há quem se atreva a dizer que os políticos têm medo dos abstencionistas e da sua poderosa arma da abstenção? O medo é tanto que são os próprios políticos que sustentam e fomentam esta situação, apenas para receberem mais dinheiro do OE e mais tachos.
Num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes temos 9 425 894 eleitores? E ninguém acha estranho? Ninguém exige regularizar a situação? Ninguém teme abstencionistas? Nem fantasmas? Claro que não... deixa estar assim que dá jeito aos corruptos.

"Eleitores-fantasma valem dinheiro.
Bourdain, autor de estudos sobre comportamento eleitoral, estimou que nas legislativas de 2005 e 2009 quase um milhão dos eleitores estavam mal inscritos nos cadernos eleitorais. "Falo quase só de mortos - dez por cento."
O politólogo explica que este é um problema nacional  mas começa nas autarquias, que têm interesse em manter os cadernos. Comparando os números do último recenseamento com os do INE, o problema salta à vista: Vila Real e Bragança são dois exemplos de municípios que têm mais eleitores do que habitantes. Mesmo que menos flagrante, a história repete-se um pouco por todo o interior.
Além da vantagem no financiamento autárquico - quanto mais eleitores, mais dinheiro transferido do Orçamento -, ter um número elevado de inscritos também significa a eleição de mais deputados para a Assembleia da República pelo respectivo círculo." DN

Já imaginou? O perigo que seria, para os corruptos, se os milhões de portugueses que não fazem nada, um dia se dirigissem ás urnas e votassem contra os que odeiam, os que criticam e os que querem derrubar? Já imaginaram? Claro que é isso que eles mais temem. Que um dia sejam escorraçados do poder, que há 40 anos dominam. 
Por isso estes politicos, camuflados,  investem em campanhas de apelos à abstenção. Estás indignado? Não gostas de nós? Não gostas do sistema que nós gostamos? Não gostas de ver os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres? Não votes, vai para a praia... 
Deixem que o nosso sistema se mantenha com 2 milhões de votos, (imagem em cima) e basta, porque não há adversários, só votos a favor. Não queremos adversários a votar. 
Agora pense bem no que tem andado a fazer... está na hora de mudar, não?

Estudo demonstra que falta de actualização dos cadernos eleitorais pode “conceder a vitória ao partido errado”
Os números do censo de 2011 evidenciaram uma realidade preocupante nos cadernos eleitorais. Em Portugal há mais de 1 milhão de eleitores fantasma entre mortos e emigrantes – números que podem distorcer os resultados das eleições, porque influenciam a distribuição de deputados por círculos eleitorais nas legislativas.
As contas não são difíceis. Em 2011, segundo o censo, Portugal tinha 8 421 457 pessoas com direito a votar. No entanto, nas eleições de 5 de Junho desse ano estavam registados nos mapas oficias da Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) 9 425 894 eleitores. Há então um excedente de 1 004 437 eleitores em Portugal, que representam cerca de 10,66% dos votantes inscritos. Muitos emigraram mas não mudaram a residência, outros já morreram mas continuam nos cadernos. São os eleitores fantasma.
Esta foi uma das conclusões do estudo efectuado pelos investigadores Luís Humberto Teixeira e José António Bourdain intitulado “Cadernos assombrados, eleitores ignorados e desigualdade de voto”, concluído este ano. (...)
Em Portugal, a grande causa deste fenómeno será a emigração. “Tem um papel muito importante. As pessoas saem do país e acabam por não se recensear nos círculos da emigração porque não sabem quanto tempo vão ficar no país de acolhimento e deixam arrastar a situação”, alerta Teixeira. Desde 2008, com a entrada em uso do cartão do cidadão, o recenseamento da população passou a ser automático, o que significa que basta dar uma morada em Portugal aquando da elaboração do documento para ficar automaticamente registado para votar no território.
A dificuldade em levar a que as pessoas se registem no círculo da emigração está patente na diferença entre o número de emigrantes inscritos nos círculos no estrangeiro e as estimativas da emigração. Segundo os últimos números, haverá cerca de 100 mil emigrantes em Luanda e apenas 2 mil inscritos para votar, disse ao i fonte do Ministério da Administração Interna (MAI).

votar revolução helena rosetaTambém os óbitos engrossam o número de eleitores fantasma. Em 2009, um relatório de fiscalização ao Sistema de Informação e Gestão do Recenseamento Eleitoral, realizado pela Comissão Nacional de Protecção de Dados, apontava para a existência de 107 mil eleitores que já estavam mortos mas continuavam nos cadernos. Segundo a mesma fonte do MAI, nos últimos quatro anos foram eliminados dos cadernos cerca de 4500 eleitores com mais de 105 anos que já tinham falecido e dos quais não havia prova de óbito.
“O trabalho da DGAI ao verificar um óbito é muito moroso. Mesmo que a morte seja detectada, primeiro tem de ser confirmada pelas juntas de freguesia e estando o número de eleitos dependente do número de eleitores não há grande interesse por parte dos autarcas em limpar os cadernos eleitorais”, sublinha Luís Humberto Teixeira, alertando ainda para a falta de pessoal nas juntas de freguesia para fazer a verificação de óbitos e reportá-la às autoridades centrais.

MENOS ELEITORES, MENOS MANDATOS 
Comparando o mapa oficial de eleitores publicado em Abril de 2011 pela Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI) com os números apurados pelo censo de 2011, os investigadores apuraram que os distritos com maior percentagem de eleitores fantasma – acima de 20% dos eleitores – são Vila Real, Bragança, Setúbal e Guarda. Esta mudança demográfica provoca alterações do número de mandatos atribuídos a cada círculo eleitoral, que após as eleições se convertem no número
de deputados eleitos por cada distrito.
“Haver mais dois deputados eleitos por um círculo eleitoral, seja Lisboa seja Porto, em certas eleições legislativas mais disputadas, mudaria a configuração do parlamento”, adianta Humberto Teixeira, que juntamente com António Bourdain tem vindo a solicitar audiências com os cinco partidos com assento parlamentar para expor as conclusões do seu estudo. Na prática, a falta de actualização dos cadernos pode “conceder a vitória ao partido errado”, diz este estudo.

10% DE ABSTENÇÃO 
Mesmo que toda a gente em Portugal vá às urnas nas próximas eleições, este estudo demonstra que a abstenção se situaria obrigatoriamente nos 10% (cerca de um milhão de habitantes). No estudo, os investigadores consideram que este facto faz com os portugueses pareçam “menos interessados do que são na realidade”. Outro problema associado à abstenção gerada pelos eleitores fantasma é a votação num referendo. A actual legislação obriga a que pelo menos metade dos eleitores inscritos vote de modo a conferir ao referendo um estatuto vinculativo. Esta percentagem pode ser afectada pelo elevado número de eleitores fantasma.

NESTE VIDEO, PERCEBA QUE DE UMA VEZ POR TODAS QUE SÃO OS MAIS CORRUPTOS QUE GANHAM COM A ABSTENÇÃO


SOBRE O TEMA ABSTENÇÃO
O medo que os políticos têm, que os eleitores indignados, comecem a votar...
Voto em branco, nulo e abstenção são inofensivos
Na Suécia são os eleitores que eliminam a corrupção nas urnas. 90% dos eleitores votam
O medo que os politicos do sistema têm de políticos anti sistema

Posso acrescentar que o PR pode vangloriar-se de ter ganho com maioria absoluta (>50 dos votos válidos) apenas com menos de 23% de votos do universo eleitoral português.
Ora vamos lá fazer as contas:
Universo de potenciais eleitores: 9.656.797 (100,00%)
Votos em Cavaco e Silva: 2.231.603 (22,98%)
Votos nos restantes candidatos: 1.982.829 (20,42%)
Votos em branco: 191.284 (1,97%) 
Votos nulos: 86.581 (0,89%)
Abstenção: 5.164.500 (53,19%)

E eis aqui a lei que eles criaram para se proteger da abstenção. Não existe um número mínimo de votos para legitimar um mandato, contra factos não há argumentos. 

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