sexta-feira, 8 de maio de 2015

O SUCESSO DA POLÍTICA SEVERA NAS FRONTEIRAS MARÍTIMAS AUSTRALIANAS

 Via Minuto digital
O problema do tráfico humano e das subsequentes tragédias marítimas não afecta apenas a Europa. Também causou graves problemas na região australiana. Em 2012 morreram trezentos e cinquenta e seis pessoas nas águas territoriais da Austrália. Em 2013 o número de mortos no mar australiano ascendeu ainda aos duzentos e doze. Em 2014 morreu apenas um indivíduo, iraniano de vinte e três anos.

E porquê?
O governo trabalhista - de Esquerda liberal, portanto - tinha relaxado o controlo fronteiriço, como é apanágio esquerdista. O governo actual, de Direita liberal, liderado por Tony Abbot, adoptou uma política contrária ao pôr em marcha a Operação Fronteiras Soberanas, que contou com mais de sessenta por cento do apoio popular.
Tal programa consiste no seguinte: interceptar barcos carregados de imigrantes clandestinos, devolver estas embarcações ao mar aberto e assegurar-se de que os viajantes retornam aos seus países de origem. O porta-voz do Ministério da Imigração, Scott Morrison, conta o que se tem passado: «A política de protecção de fronteiras sempre teve por objectivo salvar vidas. Todos pudemos constatar as dramáticas consequências das medidas de debilidade aplicadas pelo governo anterior. Hoje obtemos os resultados que tínhamos anunciado: salvar vidas no mar. Os que continuam a opor-se à nossa política estão numa obsessão atroz: se pudessem, restaurariam medidas que causaram a morte de mais de mil pessoas no mar.»
No Mediterrâneo, entretanto, aumentou o número de mortos a caminho da Europa. A referência às guerras na vizinhança da Europa não chega para explicar a diferença entre que sucede na margem sul europeia e o que acontece ao largo da Austrália, uma vez que a redução de mortes na área marítima deste país foi da ordem das centenas.

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