sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reino Unido: Vitória esmagadora dos Conservadores


Observador 

É oficial: o Partido Conservador conseguiu alcançar a maioria absoluta no parlamento britânico, arrebatando 331 lugares no parlamento. Quando tudo apontava para umas eleições muito equilibradas, os toriesacabaram por ter um caminho tranquilo e alcançaram uma vitória por números muito expressivos, conseguindo 36,9% dos votos dos britânicos.“Esta foi a vitória mais doce de sempre!”, celebrou David Cameron, primeiro-ministro britânico e líder do partido.
Este resultado desmentiu todas as sondagens anteriores. Tudo prometia uma noite muito renhida entre trabalhistas e conservadores, mas os britânicos decidiram diferente. O líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Miliband, foi o primeiro a reconhecer a derrota e admitir que a noite eleitoral foi “dececionante e difícil”. Até ao momento, os trabalhistas conseguiram eleger apenas 232 deputados, menos 26 do que em 2010. Miliband já assumiu as despesas da noite eleitoral e apresentou a demissão. “Agora é tempo de outra pessoa tomar conta da liderança deste partido”, afirmou.


Final election result: Conservatives win with majority of 12. In full: http://t.co/27dzXHMksn #GE2015pic.twitter.com/pqMIeTeM3x
— BBC News Graphics (@BBCNewsGraphics) May 8, 2015


O outro grande derrotado da noite foi Nick Clegg, líder dos Liberais-Democratas. “É agora terrivelmente evidente que esta foi uma noite cruel e castigadora” para o partido, admitiu. Conseguiram eleger apenas 8 deputados – menos 48 do quem 2010 – e já se demitiu.
Numa noite de surpresas, o Partido Nacional Escocês (SNP) de Nicola Sturgeon conseguiu confirmar o estatuto de maior surpresa destas eleições. Em 2010, o SNP conseguiu eleger seis deputados. Agora, conseguem 56 deputados.
O UKIP, partido ultranacionalista britânico, conseguiu eleger um deputado, o que já é mais do que o que tinha alcançado em 2010. No entanto, o controverso Nigel Farage não conseguiu ser eleito no círculo em que concorria e já apresentou a demissão. Mas este pode não ser o fim da linha para Farage, que admitiu que vai refletir durante o verão sobre a possibilidade de se apresentar em setembro como candidato à liderança do partido.
Para a Irlanda do Norte, as notícias são de (ligeira) mudança. O Sinn Fein, partido pró-independência, perde um lugar, enquanto o Partido Unionista de Ultser, ganha dois lugares.
Veja aqui o liveblog destas eleições.

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