quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Escândalo da Volkswagen atravessa marcas: estudo alerta que emissões são 40% superiores ao indicado nos testes

RTP

As revelações da semana passada colocaram os olhos de todo o mundo sob a Volkswagen. Agora, um estudo da Federação Europeia para os Transportes e o Ambiente alerta para a existência de um fosso crescente entre as emissões reais dos automóveis e as que se verificam nos testes.

Uma realidade transversal à generalidade das marcas: em média, as emissões de dióxido de carbono são 40 por cento superiores aos valores indicados pelos construtores. O escândalo irrompeu na semana passada: os Estados Unidos acusaram a Volkswagen de falsificar os testes de emissões. A marca admitiu o problema e o presidente-executivo até já se demitiu da empresa. O escândalo, esse, parece longe de acabar. O estudo “Mind the Gap” ataca agora as restantes marcas: os construtores automóveis, se não falseiam, pelo menos distorcem os dados nos testes a que os automóveis são sujeitos. O relatório da Federação Europeia para os Transportes e Ambiente revela que a diferença entre as emissões em teste e as emissões reais tem aumentado constantemente desde o início do século. Em 2001, a diferença correspondia a oito por cento. Em 2014, a diferença tornou-se um verdadeiro fosso: as emissões reais são, em média, 40 por cento superiores às emissões em situação de teste. Esta federação europeia, que agrupa cerca de 50 organizações não-governamentais das áreas ambientais e dos transportes, estima que a diferença se possa aproximar dos 50 por cento em 2020, caso não sejam tomadas medidas. Mercedes-Benz lidera No primeiro lugar deste pouco apetecível pódio encontra-se a Mercedes-Benz. O relatório aponta que os carros da marca alemã emitem, em média, mais 48 por cento do que o referido nos testes. Os modelos classe A, C e E ultrapassam mesmo a faixa dos 50 por cento. - See more at: 

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