segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Descontos só cobrem 13,7% das pensões


A24: A notícia já é de Julho e vem do Correio da Manhã, mas é alarmante, especialmente numa altura em que com um governo novo à vista, ninguém tenha coragem de reformar este sistema caduco.



Via CM
Os descontos dos funcionários públicos cobrem apenas 13,7% da despesa com as pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Ou seja: numa despesa total superior a 9,44 mil milhões de euros em 2014, as quotas dos trabalhadores financiaram os encargos com menos de 1,3 mil milhões de euros. Por isso, o Estado, através do Orçamento do Estado e das contribuições de entidades públicas, injetou na CGA mais de 6,5 mil milhões de euros. O relatório do Tribunal de Contas (TdC) sobre o acompanhamento da execução do orçamento da Segurança Social em 2014, ontem divulgado, deixa claro que "as quotas, receita cobrada aos subscritores, vêm registando valores cada vez menores, situação que decorre da condição de universo fechado que a CGA adquiriu a partir de 2006." Daí que, o esforço financeiro do Estado com as pensões da CGA "tenderá a agravar-se no futuro", frisa o TdC. A pressão financeira é também elevada na Segurança Social, com as necessidades de financiamento a ultrapassarem os 956 milhões de euros. Mesmo com o corte nas reformas, "entre 2011 e 2014, a despesa com pensões expandiu-se 10,4%, o que corresponde a uma média de crescimento anual na ordem de 3,4%." O relatório realça ainda que o número de trabalhadores integrados no mercado de trabalho após um estágio profissional do IEFP caiu de 42,4%, em 2013, para 33,3%, no ano passado.

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