terça-feira, 27 de outubro de 2015

Diz-me de que país és, dir-te-ei que pornografia vês

Observador 

Os norte-americanos são apreciadores de hambúrgueres, servidos com tudo, quanto mais engordurados melhor, e quanto maiores também. Os britânicos é mais fish and chips. Que é como quem diz, não perdem uma oportunidade (de manhã, à tarde ou de noite) para degustar peixe frito, envolvido em polme, acompanhado de batatas fritas (sim, isso).
Os alemães, você sabe: salsichas. Todas. Aos franceses, quem lhes tira umas perninhas de rã ou umas caracoletas para petiscar, “sacré bleu!”, tira-lhes tudo. Os italianos são os consumidores de pasta por excelência. E que seja fresca, de preferência, e confeccionada por uma nonna. No Brasil, haja feijoada, que apetite não faltará. Já os mexicanos não dispensam os seus tradicionais burritos. Nem os tacos.

Aqui no país vizinho, os espanhóis servem-se de paella e de tortillas até mais não. Os russos acompanham o seu bife tártaro com vodka. E por terras do Japão, enquanto houver atum no mar, há atum fatiado, cru, à mesa. Abençoada a faca que fatiou esse sashimi!
Na pornografia é igual. Cada país tem o seu “apetite”, como chamar-lhe?, peculiar. A revista Economist, num longo artigo que dedicou ao negócio da pornografia online, traçou o perfil ao que os utilizadores de cada país consomem no que respeita aos filmes para adultos.
Não, Portugal não surge na lista. Não que em Portugal não se consuma pornografia, mas a verdade é que a Economist deitou contas somente aos dezoito países que mais o fazem no mundo. E para o conseguir fez uso dos dados do site PornHub. O que é o PornHub? É o site de pornografia mais acessado em todo o mundo. Só em 2014, segundo dados do próprio, foram visualizados quase 80 mil milhões de vídeos. O número de visitantes em 2014, esse, ascendeu a 18 mil milhões.
Os maiores consumidores mundiais de pornografia são os norte-americanos, que representam quase 38 por cento de todos os consumidores, logo seguidos dos britânicos e dos canadianos.


Também curioso de se saber no artigo da Economist são os termos (excluindo termos relacionados com nacionalidades, como “brasileiras” ou “japonesas”, etc) que mais se procuram em cada país. E aí, no topo, norte-americanos e britânicos coincidem no gosto, por assim dizer. Ambos pesquisam por vídeos lésbicos acima de qualquer outro.

Vamos a outra curiosidade. Não, não é um daquelas anedotas com intervenientes de várias nacionalidades. Mas o que é que um canadiano, um alemão, um mexicano e um argentino procuravam no PornHub? Vídeos com teenagers — maiores de 18 anos, claro. Os brasileiros também se sentem atraídos pela pornografia com teenagers, mas chamam-lhes “novinhas”.
Os indianos e os japoneses, vá-se lá saber o porquê, o que querem é ver pornografia com histórias de mulheres casadas. Ou melhor, donas de casa. Os italianos, tal como os holandeses e os suecos, na pornografia preferem “milf”. Sim, é uma sigla. E também são mães de família, ainda que mais “marotas”.
Os franceses, sextos da lista, optam por “beurette” na pesquisa. E o que é isso? São raparigas franco-magrebinas, com um tom de pele mais mestiço. Por fim, os russos. Por terras de Vladimir Putin, e não julgamos ninguém!, o termo mais pesquisado no PornHub é “anal”.

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