quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Não vou votar feliz. Mas sobretudo não posso votar PS

 José Manuel Fernandes ao Observador
É por tudo isso que não posso ir votar feliz e cheio de convicção. Só posso tentar evitar um mal maior – e devo dizer que, infelizmente, esse mal maior é a pobre e errática alternativa que o PS se revelou a um Governo com imensos defeitos (mas com um primeiro-ministro que, como também já escrevi, me surpreendeu em dois momentos-chave, pois saiu da norma, fazendo com que me sentisse devedor da sua determinação e de como sinalizou que até em Portugal se pode contrariar o fatalismo: foi quando recusou a demissão “irrevogável” e, com isso, evitou uma crise política de trágicas consequências, uma crise “à grega”; e quando disse que não a Ricardo Salgado, não se submetendo ao mais nocivo dos poderes fáticos do país).
O sexto e último motivo, aquele que é mesmo o mais grave de todos, foram todos os sinais que deu de que prefere fazer pontes com os radicais que estão à sua esquerda do que entender-se com os que, à sua direita, sempre estiveram do lado do PS nos momentos decisivos da nossa democracia: na luta contra uma nova ditadura no tempo do PREC; na vontade de integrar a então CEE e, depois, de fazer o caminho para euro; nas revisões constitucionais que, em 1982 e 1988, permitiram que fôssemos uma democracia plena e uma economia de mercado em busca da modernidade.

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