sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O espantoso mundo das línguas

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Quem nasce em Portugal acha que o mundo das línguas é simples: cada país tem a sua e as fronteiras entre elas são claras. Mas a realidade é muito diferente.

Há milhares de línguas no mundo e apenas duas centenas de países.
Há países onde podemos andar milhares de quilómetros e ver placas da estrada numa só língua (Brasil).
Noutros países, há línguas diferentes em cada aldeia (Índia).
Nalguns sítios, as línguas vão mudando gradualmente (Itália), noutros cada aldeia tem um idioma tão distinto como o português e o árabe (Papua-Nova Guiné).
Noutras paragens, é possível perceber as tendências políticas de cada um pela forma como escreve (Noruega).
Há ainda países onde se ensina uma línguas nas escolas e nas ruas ouve-se falar outra (Suíça alemã).
Noutros encontramos línguas diferentes na fala, mas o sistema de escrita é igual (China).
Também é possível encontrar regiões onde dois povos falam a mesma língua, mas escrevem-na usando alfabetos diferentes (Croácia e Sérvia).
Há línguas africanas de origem europeia (africânder).
Há línguas europeias de origem africana (maltês).
Há línguas quase mortas, mas que conseguem ganhar Prémios Nobel (provençal).
Há países que têm como língua nacional a língua duma região doutro país (Andorra).
Há países que pegam numa língua morta e a ressuscitam (Israel).
Há países que criaram a sua língua em 1984 (Luxemburgo).
Há sítios onde se quer falar uma língua própria à força (Comunidade Valenciana).
Há penínsulas onde as línguas convidam à invasão (Crimeia).
Há regiões que falam uma língua que, no fundo, é português com outro nome (Galiza).
Tudo isto e nem começámos a discutir o que é uma língua, não começámos a falar das diferenças sociais, das diferenças regionais, das diferenças de registo ou das diferenças entre os sexos.
As línguas são um fenómeno interessantíssimo. É de tudo isso que se fala por aqui.

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