quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Quanto tempo irá a Rússia combater na Síria?

 Da Rússia
As notícias transmitidas pelos militares russos visam demonstrar que a sua intervenção na Síria será muito mais eficaz do que a da coligação liderada pelos Estados Unidos. Alguns analistas já concluíram que, em apenas um dia, a Rússia fez mais estragos ao Estado Islâmico do que os Estados Unidos em um ano de bombardeamentos.
Khadirov

Seja como for, agora que a Força Aérea russa começou a bombardear na Síria, em Moscovo já se começa a discutir quando é que as operações militares irão terminar. Isto se a Rússia não se aftolhar no pântano da guerra.
Alexei Puchkov, dirigente do Comité da Duma Estatal da Rússia para Relações Internacionais, deu o seguinte prognóstico: “Há sempre o risco de , mas, em Moscovo fala-se de três ou quatro meses”.
Porém, mais tarde, este conhecido rosto da política externa russa acrescentou ter sido mal interpretado e retirou o prognóstico quanto à duração desta operação militar especial. Puchkov descartou também a possibilidade da realização de uma operação militar terrestre, mas prevê uma intensificação dos bombardeamentos aéreos.
Claro que esse prognóstico era demasiadamente optimista pois, a confirmar-se, colocaria muitas perguntas: qual a capacidade militar da Rússia, qual a solidez do regime sírio, o que andou a fazer a coligação formada pelos EUA, etc.?
Essas perguntas também deverão merecer resposta, mas quando as coisas se tornarem mais claras.
No entanto, há ainda previsões ainda mais favoráveis a Moscovo desde que Putin dê ouvidos a Ramzan Kadirov, dirigente da Chechénia, república muçulmana do Cáucaso russo.
Este antigo assassino de soldados russos nas guerras da Chechénia, que hoje diz ser o mais fiel dos guerreiros de Putin, revelou uma solução milagrosa para a situação em torno da Síria, afirmando que os jiadistas do Estado Islâmico fugirão imediatamente caso saibam que irão ser enviados soldados chechenos para a região.
“Eu não falo apenas por falar. Eu, enquanto muçulmano, checheno, patriota da Rússia, declaro que, em 1999, quando a república foi invadida por esses diabos que hoje existem, nós jurámos no Corão que iríamos lutar contra eles [terroristas], estejam onde estiverem. Não falo apenas por falar, peço que nos autorizem a partir para lá e a participar nessas operações especiais”, declarou Kadirov a uma rádio russa.
“Conhecemo-los, nós aqui aniquilámo-los, combatemos contra eles. E eles conhecem-nos”, acrescentou, frisando que os jihadistas ainda não sabem o que é uma “guerra real”.
Segundo ele, os militares chechenos estão prontos para os combates e o número de voluntários não pára de aumentar.
E conclui: “Se nos ouvirem, será uma festa para nós. Mas a decisão pertence ao Comandante Supremo”.
E Putin até pode dar ouvidos a este conselho e deixar partir voluntários para a Síria. O Presidente russo disse que não tencionava enviar tropas para o terreno, mas não prometeu fechar as fronteiras aos restantes. A Guerra Civil em Espanha foi um dos exemplos utilizados para justificar a presença de tantos “voluntários russos” no Leste da Ucrânia. E na Síria?





P.S. A propaganda russa deixou de falar da Ucrânia e virou todas as “armas” para a Síria. O conflito no Leste da Ucrânia está a ficar cada vez mais congelado.

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