quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Simulador de cenários pós-eleitorais

Via O Insurgente 
Serviço público Insurgente: fica aqui disponível um simulador dos resultados eleitorais que transforma resultados totais em número de deputados total e por distrito (incluindo divisão entre deputados PSD e CDS). Os leitores que estejam interessados podem fazerdownload do documento e alterar os parâmetros para analisar diferentes cenários (Basta alterar a linha 7).

Da análise inicial dos resultados do simulador, ficam aqui algumas notas: 

Maioria absoluta
A PàF deverá precisar de 42,1% dos votos para atingir a maioria absoluta. O PS, com eleitorado mais geograficamente disperso, deverá precisar de mais 3-4 décimas para atingir os 116 deputados. Isto assumindo que o número de votos em partidos pequenos, brancos e nulos será bastante inferior ao das eleições europeias (como habitualmente acontece). Por curiosidade, se o número de votos noutros partidos, brancos e nulos fosse semelhante ao das Eleições Europeias,bastariam 36,9% dos votos para obter maioria absoluta. Ou seja, Seguro ficou a cerca de 5 pontos percentuais da maioria absoluta nas Eleições europeias. Segundo as sondagens mais favoráveis para o PS, Costa está a quase 7 pontos da maioria absoluta.

Coligações pós-eleitorais
PàF
Se o PDR conseguisse manter metade da % de votos do MPT nas Europeias, bastariam à PàF 41% dos votos para poder governar em coligação com o PDR. Se o PDR mantivesse a votação do MPT nas europeias, bastaria à PàF obter 37,9% dos votos para poder governar em coligação com Marinho e Pinto.
PS
Cenário em que o PS pode obter uma maioria no parlamento:
– Se ganhar com menos de 37,6%: apenas em coligação com o PSD.
– Se ganhar com mais de 37,6%: pode atingir a maioria coligando-se com o CDS.
– Se ganhar com mais de 38,4%: pode atingir a maioria coligando-se com o BE (38%,2 juntando também o Livre)
Em todos os cenário razoáveis em que o PS pode atingir uma maioria absoluta em coligação com o BE, também o poderá fazer em coligação com o CDS. Não é pelos números, mas pela linha política, que o PS pondera sequer coligar-se com o BE. 

Partido com mais deputados
Para que o PSD seja o partido com mais deputados, a PàF precisa de uma votação mínima de 40,0%. Uma votação abaixo dos 40% e o PSD terá menos deputados do que o PS, mesmo que a PàF tenha uma maioria relativa no parlamento. 

Mais votos, mas menos deputados
Devido à dispersão de votos, se o PS ganhar por uma vantagem escassa, pode acabar com menos deputados do que a PàF. Por exemplo, se o PS tiver 37% dos votos e a PàF 36%, a PàF elegerá, mesmo assim, mais deputados. 

Liga dos últimos
Como tem um eleitorado mais disperso geograficamente, o PDR precisa de um resultado nacional a rondar os 1,9% para eleger um deputado, enquanto o LIVRE (com eleitorado concentrado em Lisboa) apenas precisará de 1,2%. Estes 1,2% chegam para o LIVRE eleger o seu líder, Rui Tavares. Já Marinho e Pinto precisaria que o PDR imitasse o resultado do MPT nas Europeias para ser eleito por Coimbra. Ou seja, só uma catástrofe impedirá Rui Tavares de ser eleito e só uma grande surpresa fará com que Marinho e Pinto vá para o parlamento. 

(Nota: excepto onde mencionado, os números acima assumem uma votação na CDU de 9%, BE de 7%, PDR e LIVRE com 2% cada e 7% para outros partidos, brancos e nulos. Se tiverem alguma sugestão em relação ao simulador, podem deixá-la na caixa de comentários.)

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