terça-feira, 17 de novembro de 2015

A misteriosa desaparição do centro.

A misteriosa desaparição do centro. Por Vasco Pulido Valente.


Da I República quase não vale a pena falar. Excepto para especialistas, as balbúrdias de um regime terrorista, em que um décimo de Portugal insistia em sufocar os nove décimos que sobravam, não merece nem grande atenção, nem grande interesse. No fim do “regabofe”, como lhe chamavam, veio Salazar. Os portugueses, como os franceses, não gostam de liberalismo, mas suportam bem uma boa dose de despotismo.
O partido comunista inaugurou a III República com a tentativa de transformar Portugal numa espécie de Cuba da Europa. Perdeu, mas nunca se arrependeu e não deixou ainda de intimidar a direita, que se proclama muito “social-democrata” e amiga dos pobres; por interesse, claro, e também por medo. No meio desta “hipocrisia institucional”, como dizia Sá Carneiro, o ódio persistiu e, agora, com a “austeridade” e a corrupção, voltou à superfície. Nada sairá daqui, a não ser uma tirania qualquer, com o nome ou sem ele.

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