sábado, 7 de novembro de 2015

Como manda o Clube de Bilderberg

João Céu e Silva
Há seis anos que o jornalista Rui Pedro Antunes segue o “clube” mais poderoso, que agora expõe evitando teorias da conspiração

Uma primeira conclusão pode ser retirada da investigação do jornalista do DN, Rui Pedro Antunes, de que a democracia se instalou em Portugal mediante a concordância do então secretário-geral da NATO. Como se pode perceber logo às primeiras páginas da investigação intitulada Os Planos Bilderberg para Portugal, quando se descreve como a “organização que é um braço armado das ideias atlanticistas de Bilderberg, terá concordado com os restantes membros do clube em não intervir na revolução”.

Os argumentos que o autor expõe neste trabalho não remontam apenas ao 25 de Abril de 1974, pois há um capítulo bem recente sobre a “crise do irrevogável”, protagonizada por Paulo Portas, em que não faltam argumentos para mostrar que 18 dias após ter participado na reunião do Clube de Bilderberg o líder centrista tinha mais apoios institucionais do que antes, designadamente após ter estado num debate em que lhe tinham sido doutrinadas as políticas da União Europeia.

Não se vão adiantar as novidades e novos argumentos que estão nesta investigação, mas pode utilizar-se um desabafo do então presidente do governo regional da Madeira, Alberto João jardim, ao fazer questão de acusar no que respeitava à mudança de posicionamento de Portas. Até porque já alertara para a coincidência de o ex-líder do Partido Socialista, António José Seguro, ter sido convidado para o mesmo encontro e de terem viajado juntos. Seguro não foi o único socialista a participar das reuniões e a ganhar mais poder. Segundo Rui Pedro Antunes, a lista é grande: Jorge Sampaio e José Sócrates, António Guterres e António Costa. Presenças sempre marcadas por coincidências: no caso de os dois primeiros nomes serem “os dois portugueses que Balsemão convidou e que foram primeiros-ministros de Portugal”. No caso dos dois outros nomes: “Tal como António Guterres, Costa foi a Bilderberg ainda antes de ser líder [do PS].”


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