segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A revolução: Suíça leva a referendo erradicação do sistema de reservas fraccionárias

A24: Já o afirmei aqui, por diversas ocasiões, o quanto aprecio a democracia suiça, a verdadeira democracia directa, onde o povo pode referendar quase tudo aquilo que é permitido. Já em democracias mal planeadas e repletas de interesses financeiros grotescos e sinistros como a nossa, toda a decisão que possa provocar controvérsia é aprovada via parlamento, para que o povo não se meta a meio, com a sua ignorância, dizem eles. Para referendos deram-nos somente dois para aprovar o aborto legal e aquele da regionalização que não servia para nada. Sobre PPP's, salvar bancos, e por aí fora, é que é proibido sequer ousar pensar em referendos. Quem me dera ter nacionalidade suiça, e não, não era para viver lá, mas sim para poder dizer com orgulho que no meu país, qualquer assunto pode ser sofregado universalmente por qualquer cidadão.  

Via O Insurgente 
Esta é seguramente a notícia mais revolucionária de que tive conhecimento nos últimos tempos. A Suíça prepara-se para ir às urnas referendar uma proposta de erradicação do sistema bancário de reservas fracionárias, retirando aos bancos a faculdade da criação monetária.
Berna

Vollgeld Initiative, assim se chama o movimento que conseguiu reunir 111.819 assinaturas de proponentes do referendo, que foram entregues ao Governo no dia 1 de dezembro, tendo a resposta positiva sido dada a 25. A apresentação da iniciativa, em inglês, está aqui. Iniciativa de dinheiro inteiro, dinheiro pleno, eis uma possível tradução do nome do movimento; 100% money, dinheiro a 100% foi o nome sugestivo que aplicou ao conceito Irving Fisher, o economista norte-americano que foi um dos primeiros proponentes da reforma em causa, cujo panfleto pode aqui ser lido na íntegra.

Não sabemos que resultado será o da consulta popular. Que semelhante programa esteja a ser referendado só revela a maturidade e vitalidade exemplares da democracia suíça. Chapéu.

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