sábado, 27 de fevereiro de 2016

Belém e Neto em dificuldades para pagar dívidas da campanha

A24: Caloteiros vs. bons pagadores.

Via Negócios 
Maria de Belém e Henrique Neto são dois dos candidatos às Presidenciais a admitirem ao Jornal de Notícias dificuldades para pagar as dívidas que contraíram durante a campanha eleitoral.




Em ambos os casos, os candidatos tiveram votações abaixo dos 5% exigidos por lei para receberem uma subvenção do Estado, o que significa que têm de pagar do próprio bolso (ou eventualmente com doações) as dívidas acumuladas.

Maria de Belém, que avançou como independente, chegou a ser vista como a principal ameaça a Marcelo Rebelo de Sousa do lado da esquerda. No entanto, o resultado acabou por desiludir, recebendo menos de 200 mil votos e ficando-se pelos 4,24%.
O JN sublinha que, no caso de Edgar Silva – que também ficou abaixo dos 5% (3,94%) – o Partido Comunista assume a responsabilidade pela dívida, enquanto Belém terá de o fazer pelos seus próprios meios. Segundo o Diário de Notícias, a antiga ministra da Saúde já pagou 200 mil euros de dívidas, mas ainda lhe faltam outros 300 mil.
Quem também está em dificuldades é Henrique Neto. O empresário antecipa que terão de sair da sua carteira 200 mil euros e admite ao JN que "não estava à espera de ter de absorver tanta despesa sozinho". Teve 0,84% nas presidenciais.
Estas situações contrastam com algumas candidaturas mais modestas, como a de Vitorino Silva, conhecido como Tino de Rans. Vitorino teve só menos 40 mil votos do que Maria de Belém (3,28%), tendo gasto apenas 2.500 euros. "Com 2.500 euros fiz a festa", diz ao JN. "Gasóleo, portagens, direitos de autor, aluguer da carrinha e foi só."
Jorge Sequeira também só gastou 5.000 euros, mas teve um resultado substancialmente mais baixo que Vitorino: 0,3%. "Fui pagando à medida que fui gastando e nada ficou por pagar", afirma. Já Cândido Ferreira, antigo líder da distrital do PS de Leiria, tinha a campanha orçamentada em 60 mil euros, mas diz ter gasto muito menos do que isso. Cerca de "três ou quatro meses" do seu salário devem ser suficientes para cobrir a dívida. Teve 0,23% nas eleições.
Por último, Paulo Morais não tem dívidas da dimensão de Henrique Neto e Maria de Belém, mas também não terá sido tão poupado como outros candidatos com votações baixas. Os seus 2,16% custaram-lhe 62 mil euros, tendo garantido metade desse valor.
Marcelo Rebelo de Sousa, vencedor das eleições com 52%, António Sampaio da Nóvoa (22,88%) e Marisa Matias (10,12%) são os únicos candidatos com direito a subvenção pública.

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