quinta-feira, 21 de abril de 2016

Goodbye to prince and Guy Hamilton


Público - "My name is Prince, and I am funky/ My name is Prince, the one and only", apresentava-se no seu single My Name is Prince, de 1992. O ícone musical Prince morreu esta quinta-feira aos 57 anos, desaparecendo assim um dos mais profícuos autores das últimas décadas não só enquanto cantor mas também autor, instrumentista e performer. Um dos mais influentes artistas desde a década de 1970, é autor de Kiss, Little Red Corvette, Purple Rainou When Doves Cry. São alguns dos temas do músico que marcam a sua história, durante a qual chegou a ser símbolo - literalmente - e a ser O Artista Anteriormente Conhecido como Prince, uma de várias facetas da sua crítica aos mecanismos da fama, da indústria e da tecnologia.

Nos últimos anos, afirmou-se criativamente também com a marcação de concertos quase de surpresa, rejeitando as pressões da Internet, limitando ao máximo as entrevistas e presenças mediáticas e associando-se a serviços destreaming como o Tidal como reacção à massificação da divulgação musical na Internet. As imagens dos seus concertos, sejam fotos ou vídeos, são escassas por pedido expresso do músico. A sua marca cultural é, porém, indelével - além da sua criação em nome próprio, escreveu canções para inúmeros artistas e tocou temáticas variadas, da sexualidade à política.

Para Paulo Furtado, conhecido como The Legendary Tigerman, "foi o único músico da sua geração que compreendeu a essência da soul, do funk e de toda a música afro-americana. Fê-lo com uma capacidade de reformulação e de reinvenção impressionantes, como ainda mais ninguém fez. A influência dele no mundo moderno e na música de hoje é enorme e é uma pena que tenha morrido tão cedo e com tanto ainda para dar".
A polícia tinha já confirmado que estava a acompanhar o caso de uma morte, que ainda não tinha identificado, na sua casa-estúdio em Paisley Park, em Minneapolis, no estado do Minnesota. O seu representante confirmou o seu falecimento à agência de notícias Associated Press, depois de o site TMZ ter anunciado a sua morte citando várias fontes sob anonimato. "É com profunda tristeza que confirmo que o lendário e icónico Prince Rogers Nelson morreu", disse a relações públicas Anna Meacham, citada pela Reuters. A causa da morte não foi revelada.
O músico tinha cancelado no início do mês alguns concertos em Atlanta da sua digressão Piano & A Microphone Tour. Na semana passada, Prince chegou mesmo a ser hospitalizado de emergência por alguns dias. Mas no último sábado, o orgulhoso nativo de Minneapolis, deu uma festa na sua propriedade de Paisley Park, lembra o diário local Star Tribune. Os bilhetes custavam 10 dólares e Prince esteve presente, orgulhoso da sua nova guitarra roxa e tocando piano brevemente. A sua doença recente estava na mente dos presentes, mas Prince disse-lhes: "Esperem uns dias antes de desperdiçarem as vossas orações".

Público - O realizador britânico Guy Hamilton, responsável por quatro filmes da série dedicada ao agente secreto James Bond, morreu esta quarta-feira aos 93 anos em Maiorca. Hamilton, cuja carreira também passou pela obra de Agatha Christie e que chegou a ser duplo de Orson Welles enquanto actor, realizou alguns dos filmes mais importantes da saga 007, na sua era de ouro das décadas de 1960 e 70.
Primeiro foi Goldfinger, em 1964, depois 007 – Os Diamantes São Eternos(1971), ambos com o Bond original, Sean Connery; seguir-se-iam 007 –Vive e Deixa Morrer (1973) e 007 – O Homem da Pistola Dourada (1974), já com Roger Moore. A transição de Connery para O Santo Roger Moore foi supervisionada por ele, como detalha a BBC, que o cita sobre a sua chegada aofranchise, no início dos anos 60: “Tinha uma ideia muito nítida do que gostaria de fazer e de como gostaria de fazê-lo e foi uma experiência muito feliz”, disse sobre o convite feito pelo seu amigo, o produtor Cubby Broccoli.
Guy Hamilton está entre os realizadores que mais filmes do franchise 007 realizaram, a par de John Glen e Terence Young. Para Hamilton, não havia uma fórmula e o trabalho, muito trabalho, era o segredo do seu sucesso. A sua estreia fez-se com o título para sempre ligado à música de Shirley Bassey e à Bond Girl Pussy Galore; encerrou o capítulo Bond com Christopher Lee como Scaramanga, um dos seus mais emblemáticos vilões. Pelo meio, ajudou não só na passagem dos estilos de Connery e Moore, mas também a definir parte do imaginário Bond, formada pelos objectos, símbolos e locais que perfazem esse seu universo – nomeadamente as Bond Girls como acessórios. “Estávamos a criar um mundo de sonhos, a definir o que era ‘bondiano’”, disse, citado pelo diário britânico Telegraph.

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