quinta-feira, 12 de maio de 2016

A direitinha da t(r)eta

Via O Século das Nuvens 
A direitinha portuguesa não gosta de Salazar. Percebe-se. O estadista beirão era mais liberal do que os nossos liberais, sobretudo em questões económicas. Porque nas éticas só podia ser, como é óbvio, conservador.

Veja-se a questão da escola dita privada. Nos últimos dias tem sido um fartote de textos e invectivas nos principais blogues e jornais da direitinha. Que existe direito à liberdade de escolha. Coisa que ninguém contesta.
Hoje, numa acção de propaganda e pressão, foram entregues 50.000 cartas ao sr. Costa, em defesa da dita liberdade. Curiosamente, ou não, não me recordo de ver a diretinha tão empenhada na defesa de outras causas. Como o aborto subsidiado, o "casamento" guei, a adopção por pares de invertidos e outras aberrações. Talvez seja pelo facto de existirem larilas na direitinha, talvez pelo facto desta ser muito moderna e tolerante, cosmopolita e progressista. Poder-se-ia dizer que o empenho na causa é proporcional ao interesse económico na mesma.
Seja como for, e mais uma vez, estamos na presença da peculiaridade ideológica nacional. Direito à escolha, mas com esta condicionada. Mercado livre, mas com o estado a proteger. É o liberalismo nacional. Escola "privada" com dinheiro público. Há três canais de televisão e alguém equaciona a possibilidade de novas licenças. Não pode ser, dizem o que já estão instalados. Não há mercado publicitário para tantos canais. Mas não devia ser aquele a decidir isso? O banco está a falir. O estado tem de ajudar! vou abrir uma empresa, mas não tenho apoios do estado.
O liberal português é assim. Viaja muito, vai a Nova Iorque e Londres, é lá que se sente bem. Longe dos indígenas indignos, dos cafres da parvalheira. Mas depois, essencialmente, consegue ainda superá-los.

2 comentários:

Bilder disse...

Entretanto o marxismo cultural avança(nas "barbas" dos direitinhas).Por acaso já se questionaram do porquê de as grandes empresas e os governos esquerdistas frequentemente se encontrarem unidos? Uma pergunta mais profunda será: "Porque é que a direita política e os partidos esquerdistas aparentemente são incapazes ou relutantes de fazer alguma coisa contra a imigração em massa para os países do Ocidente?"

Estas perguntas são respondidas no excelente livro de Kerry Bolton com o nome de ‘Babel, Inc: Multiculturalism, Globalisation, and the New World Order’. O que eu acho de mais valioso no livro de Bolton é a forma como ele demonstra o falhanço dos partidos esquerdistas de proteger os seus principais constituintes da competição económica e da desarticulação causadas pela imigração em massa.

Longe de serem os defensores naturais da classe operária, os actuais partidos esquerdistas estão unidos com as forças da globalização e do Grande Capital, que nada se preocupam com o impacto negativo da imigração em massa na sociedade anfitriã, já para não falar do nada que eles protegem a classe operária (a facção social mais afectada pela imigração em massa e pela desarticulação).

Ironicamente, os trabalhadores naturalmente correm para os braços dos partidos esquerdistas esperando que estes protejam os seus interesses económicos, só para descobrirem que estes partidos, e sem buscarem o consentimento da classe operária, apoiam políticas que diminuem os ordenados e transformam as comunidades. - See more at: http://omarxismocultural.blogspot.pt/2015/09/marxismo-e-o-capitalismo-juntos.html#sthash.Vhr5XzsS.dpu

Bilder disse...

Enquanto isso acontece eis o presidente de todos os tugas http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=824961 De certo que a mensagem dele é(na linha do papa Chico) a de "condenar" o terrorismo qual papagaio(que se torna uma coisa sem conteúdo pois na prática as condições aumentam para o terrorismo) mas de apoiar a invasão da Europa(incluindo Portugal)por todos incluindo os que não respeitam as nossas leis e tradições com os muçulmanos à cabeça.