terça-feira, 24 de maio de 2016

Candidato ecologista ganhou presidenciais na Áustria

A24: Tal como em França, na Áustria os vários partidos "democráticos" juntaram-se e deram o apoio ao candidato ecologista de esquerda, a presidência do país. 50.3% contra 49.7%. Diziam eles que seria "o primeiro presidente declaradamente xenófobo a tomar o poder na Europa depois da 2a Guerra Mundial". Não tenho dúvidas assim, que mais ano menos ano, os nacionalistas tomarão o poder na Europa. A bem dela própria.

Público 
O candidato ecologista austríaco, Alexander Van der Bellen, é o vencedor das eleições presidenciais austríacas, estão a avançar vários media austríacos e a BBC. Norbert Hofer, candidato nacionalista islamofóbico do Partido da Liberdade, já reconheceu a derrota, na sua página no Facebook, diz a Reuters.

O septuagenário Bellen, ex-líder do Partido Os Verdes, mas que se candidatou como independente, obteve 50,3% dos votos e Hofer 49,7%, depois de contados os 900 mil votos por correspondência que decidiram a segunda volta das presidenciais, anunciou o Ministério do Interior da Áustria. Bellen ganhou quase todas as grandes cidades, conquistou votos entre as mulheres, os eleitores com um nível de educação mais elevado. Hofer teve mais votos nas zonas rurais, e dos homens, sobretudo dos que têm menor nível de educação.
Há uma semana, Bellen surgia a seis pontos de distância de Hofer, de 45 anos, fazendo temer que este seria a ser o primeiro chefe de Estado europeu de extrema-direita depois da Segunda Guerra Mundial. Mas os cerca de 900 mil votos por correspondência que continuaram a ser contados na tarde desta segunda-feira – cerca de 10% dos eleitores – tenderiam a favorecer o candidato ecologista. 


Estas eleições revelaram o desmoronar dos partidos tradicionais: nem o Partido Social-Democrata ((SPÖ), nem os conservadores do Partido do Povo (ÖVP) conseguiram fazer passar à segunda volta das presidenciais os seus candidatos. E o chanceler social-democrata Werner Faymann, acossado pelas críticas, sobretudo a forma como geriu a crise dos refugiados, demitiu-se entre as duas voltas.
O Governo austríaco também tem sido criticado pela forma como tem lidado com a crise dos refugiados no país. No final de Abril, o Parlamento aprovouuma lei que pretende limitar a concessão de asilo – bastando a declaração de um “estado de emergência”. No ano passado, o país recebeu mais de 90 mil pedidos de asilo e os sociais-democratas foram pressionados pelos parceiros de coligação para fixar um limite ao número de refugiados que pode receber.

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