segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sobre os cortes do Estado ao Ensino Privado

"Sem a escola pública para pobres, os professores deixavam de alimentar a FENPROF do Nogueira e o Estado lá perdia uma mão-cheia de funcionários públicos que dão votos aos partidos de esquerda, que não vivem sem pobres e sem a escola pública para pobres. Remédio santo seria mesmo acabar com a escola pública. Com o dinheiro que se gasta com o monstro da Educação davam-se cheques aos pais para escolherem livremente a escola para os filhos". - ionline


Só Cuba, Gâmbia e Líbia proíbem escolas privadas. Estes exemplos são claros e demonstrativos do que andam o governo e os seus parceiros a fazer 

“Dê o poder a um homem e descobrirá quem ele realmente é.”

Maquiavel

O poder da parlamentarização da política de educação continua a fazer-se sentir. Pela negativa. Contra os superiores interesses de Portugal, dos alunos, das famílias e da comunidade educativa em geral.
O governo, através do ministro da Educação, controlado pela FENPROF e doutrinado pela extrema-esquerda caviar, continua, autista, num caminho errado e de retrocesso total em relação às politicas públicas do setor da educação. Depois das cedências e do espalhanço ao comprido no que diz respeito à instalação da cultura da balda, em detrimento da até então vigente cultura da nota, agora temos a captura ideológica e sindical contra os contratos de associação do Estado com os colégios e escolas que têm prestado relevantes serviços públicos.
O ministro da Educação, tal e qual EPP (estrangeirado da política portuguesa) com o seu ar de ET, tal e qual típico estrangeirado português que conhece o país só pela internet e pouco mais, decidiu no final de mais um ano letivo produzir um ato jurídico administrativo com o fito de aprofundar e continuar a caminhada ideológica da extrema-esquerda caviar na política de educação. E a esse propósito importa destacar o que pouca gente tem referido.
Este é mais um exemplo da consequência do parlamentarismo unilateral de conveniência, protagonizado pela solução governativa vigente, comummente designada como geringonça. Com evidentes desvios em relação à prática político-jurídica da natureza do sistema de governo português.
(...) E a este propósito é bom que se tenha presente que no índex da liberdade de escolha em educação, em 136 países avaliados, Portugal ocupa o 46.o lugar. Desses 136 países, só três proíbem o ensino privado. Este índex resulta de um estudo da OIDL (Organização Internacional para o Direito à Educação e Liberdade de Escolha) com base em quatro critérios. E os países que lideram este índex são a Irlanda, Holanda, Bélgica, Malta, Dinamarca, Reino Unido, Finlândia, Eslováquia e Espanha. Fora da Europa, nos primeiros lugares só figura o Chile, na sétima posição. Na Europa, só a Bulgária, Croácia e Grécia não dão financiamento ao ensino privado. E, já agora, é digno de destaque que só Cuba, Gâmbia e Líbia proíbem escolas privadas. Estes exemplos são claros e demonstrativos do que andam o governo e os seus parceiros a fazer. Muito pela negativa. Só nos resta esperar que o Presidente da República ponha ordem nesta aventura radical, irracional, onde o Estado está, de má-fé e a pretexto de meros interesses ideológicos e sindicais, a pôr em causa interesses nacionais numa área tão sensível como é a política pública de educação.

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