segunda-feira, 27 de junho de 2016

A União Europeia cagou na democracia

Orlando Braga 

Dizer a União Europeia se pode reformar a si mesma, seria como afirmar que o teorema de Gödel é falso. Nenhum sistema é reformável senão colocando em causa o seu próprio fundamento; ou então essa reforma é imposta de fora, pela realidade dos factos.
A aposta da classe política da III República portuguesa, falhou; apostaram tudo em um só cavalo, e o cavalo perdeu. A aposta foi de tal maneira estúpida que endividaram o país, convencidos de que a União Europeia iria pagar a conta.
A União Europeia nasceu como um mercado livre, e os países tinham, cada um, a sua moeda. Essa União Europeia era boa. Depois, a União Europeia adoptou o tratado de Schengen que garantia a livre circulação de pessoas nacionais dos vários países. Essa União Europeia continuou a ser boa.



Depois, os globalistas plutocratas entraram em acção: inventaram o Euro; mas como uma moeda única não pode sobreviver sem uma união política, quiseram impôr um “nacionalismo europeu”, sacrificando as nações da Europa: diziam eles que “as nações indígenas são más”, e que a “nação europeia é que é boa”. Cagaram na democracia; a democracia passou a ser para tótós.

E foram mais longe: o tratado de Schengen previa a livre circulação de pessoas nacionais de cada país. Mas a Angela Merkel passou a importar milhões de pessoas de fora da Europa, e essa massa de imigrantes muçulmanos, inadaptados culturalmente, passou a circular na Europa como se fossem nacionais da Alemanha. Ou seja, os alemães “assassinaram” o tratado de Schengen. Mais uma vez, os “donos disto tudo” cagaram na democracia e nos tratados.

Depois, os burocratas de Bruxelas, a soldo dos globalistas, começaram a pressionar os países para aceitar o Euro; a pressão para adoptar o Euro aumentou sobre a Dinamarca, a Suécia e o Reino Unido. Entretanto, com a crise das dívidas soberanas, a Islândia retirou a sua candidatura à entrada para a União Europeia; e a Suíça, que tinha também equacionada a sua entrada para a União Europeia, também já retirou o seu pedido de adesão. A União Europeia é hoje uma casa a arder.



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