segunda-feira, 27 de junho de 2016

Chile volta a vencer Copa America centenário. Messi abida da seleção



O Chile sagrou-se bicampeão da Copa América ao derrotar a Argentina nas grandes penalidades. Final pouco espectacular, uma espécie de repetição de 2015, com o nulo a perdurar até ao fim, só com uma clara oportunidade de golo (Higuaín perdoou pelo 3.º ano consecutivo) e com Bravo (fez uma das defesas no Ano) e Romero a dizerem presente nas semi-oportunidades, mas que premeia a maior vontade dos chilenos perante o medo de Tata Martino que cedo tirou unidades ao ataque. E um torneio centenário que reforça a força do conjunto de Pizzi (que tem a ambição de vencer o Mundial) mas essencialmente aumenta o pesadelo da Albiceleste, que continua o jejum nesta competição que dura desde 1993, e de Messi, que perdeu a 4.ª final pela sua selecção (3 da Copa e uma no Mundial) e ainda por cima falhou nas grandes penalidades e logo numa fase em que podia colocar a sua equipa em vantagem.


O jogo começou logo com um remate perigoso de Banega, mas os minutos que se seguiram foram essencialmente de luta pela bola, com as duas equipas muito intensas na pressão. Até que a meio da 1.ª parte, numa fase em que a Argentina já ia tendo mais protagonismo, Higuain completamente isolado, com todo o tempo do mundo, atira ao lado. A seguir acontece um dos momentos da final com o chileno Diaz a ser expulso aos 28 minutos (duas faltas sobre Messi, dois amarelos). Mas rapidamente as equipas ficaram igualadas, com Rojo (aos 42 minutos) a levar o vermelho directo devido a uma entrada sobre Vidal. Na 2.ª parte voltou a ser a Argentina a ter o 1.º lance ofensivo, mas Higuain na ressaca de um livre atirou muito por cima. Pouco depois, aos 56 minutos, o 1.º remate do Chile no encontro, com Isla, à entrada da área, a rematar ao lado. Esses lances no entanto foram uma espécie de deserto já que depois as faltas e a especulação (Tata Martino ajudou ao colocar Kranevitter no lugar de Di Maria) ditaram o rumo do jogo, até que ao minuto 80 Alexis deixa Vargas em situação de finalização mas Romero, com uma boa defesa, evita o golo do Chile na 1.ª oportunidade do Chile no encontro. A seguir foi Aguero a ter uma boa oportunidade, mas o seu remate saiu muito ao lado. Nos descontos 2 lances de perigo, 1.º Alexis não consegue rematar quando já estava na pequena área e depois é Messi na transição a rematar torto. No prolongamento pertenceu ao Chile a 1.ª grande oportunidade mas Vargas de cabeça viu Romero negar-lhe o golo. Respondeu a Argentina por Aguero mas Bravo com uma defesa incrível (uma das melhores do Ano) foi buscar a bola ao ângulo e evitou o 1-0, tendo o nulo perdurado até ao fim. Nos penaltis Romero começou logo a defender o tiro de Vidal. mas Messi a seguir não fez melhor e atirou por cima. Até final Biglia foi o único a falhar (grande defesa de Bravo) e o Chile fez a festa. 

Chile - Faltam palavras para descrever esta geração. A La Roja nunca tinha ganho nada no futebol e agora vence em 2 anos consecutivos. O que não é obra do acaso, já que o trabalho de Bielsa, Sampaoli e agora Pizzi tem sido coerente, montando uma estrutura sólida e com uma ideia clara. Hoje, como em outras tantos jogos, a pressão e trabalho do meio-campo foram incríveis, faltando algo mais de criatividade para criar mais perigo na frente, mas no final as grandes penalidades voltaram a sorrir à La Roja. Individualmente, Bravo fica para sempre ligado a este triunfo, com uma enorme defesa a cabeceamento de Aguero perto dos 120’ e parando o penalti de Biglia, ao passo que no meio-campo Aranguiz esteve muito bem a fechar espaços e na pressão, tal como Vidal, que foi um autêntico monstro.


Argentina - A “maldição” prossegue. O futebol argentino continua sem o título que falta desde 1993 e esta geração perde a 3.ª final em 3 anos, o que é já um marco significativo (e psicologicamente vê-se claramente que este registo já pesa na cabeça dos jogadores). Veremos como este grupo se irá reerguer para o que aí vem (continuação da qualificação para o mundial). O conjunto de Martino ficou aquém do esperado hoje, não conseguindo contrariar a pressão chilena e sempre muito dependente de acções individuais, mas ainda assim dispôs das melhores oportunidades para vencer. Individualmente, Messi tentou imenso remar contra a maré, com imensas acções individuais, mas sempre muito cercado e desacompanhado, acabando por ficar ligado ao desfecho do jogo com um castigo máximo falhado, ao passo que Higuaín, uma vez mais, falhou numa final pela Argentina (teve todo o tempo do mundo perante Bravo e atirou fora) e começa já a engrossar a sua lista de erros em momentos cruciais. Di María jogou claramente inferiorizado fisicamente ao passo que Biglia até começou bem mas depois acumulou muitas perdas e imprecisões com bola., falhando também o penalti. Finalmente, Mascherano fez um jogo enorme, quer como médio quer como central, aparecendo em todo o lado.





















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