quarta-feira, 29 de junho de 2016

Mais uma prova de que os apoiantes da extrema esquerda são as classes altas "bem pensantes"

Via Acção Integral 
A extrema-esquerda desempenha, em toda a Europa, o mesmo papel: denunciar e atacar as forças identitárias e nacionais. Constitui-se em polícia do pensamento por conta da Nova Ordem Mundial. Por toda a parte a extrema-esquerda é um instrumento de pressão sobre os poderes: umas vezes para parar os movimentos de "direitização" dos partidos tradicionais (anos 80) e outras para lutar contra o surgimento do populismo (anos 90). 


Adoptando um ascendente moral em nome da luta contra as "fobias" – xenofobia, homofobia, islamofobia – a extrema-esquerda utiliza uma retórica incapacitante contra os valores familiares e nacionais susceptíveis de pararem o desenvolvimento do capitalismo globalizado. Não hesitando em utilizar leis repressivas ("as fobias não são uma questão de opinião, são um crime"), a extrema-esquerda é uma alavanca do poder mediático e judicial, frequentemente executante das baixas obras da superclasse mundial. A intimidação e a sideração são os seus meios de acção privilegiados.

A vitimização das "minorias" sexuais serve de máscara ao velho projecto revolucionário de dissolução da instituição familiar, obstáculo ao império do mercado; e, a coberto de pôr fim a pretensas discriminações ou reprimir intenções homofóbicas, conseguem impedir a expressão dos valores tradicionais. E foi assim que foi expulso da Comissão Europeia o pouco politicamente correcto e muito católico Rocco Buttiglione. Simetricamente, foi assim que foi protegido Frédéric Mitterand, esse "magnífico símbolo de abertura", segundo as palavras de Nicolas Sarkozy, que escreveu no seu livro La Mauvaise Vie: "sexo e dinheiro, estou no centro do meu sistema".

A extrema-esquerda joga também no registo da provocação: por todo o lado na Europa onde movimentos nacionais, identitários ou populistas se desenvolveram, a extrema-esquerda apelou a contra-manifestações, frequentemente violentas, com dois objectivos:

– Conseguir a interdição das reuniões dos movimentos que ameaçam a ideologia da superclasse mundial;
– Conduzir esses movimentos dissidentes a defenderem-se para assegurarem a sua liberdade, com o risco de darem às televisões imagens de violência.

Na revista Contretemps, de Setembro de 2003, Anne Tristan, antiga responsável da associação de extrema-esquerda Ras L'Front explica o funcionamento dessa organização: utilizar iniciativas espectaculares e contra-manifestações para evitar a banalização do Front National – uma estratégia com benefícios, utilizada também na Alemanha ou Grã-Bretanha, por exemplo.

Sem comentários: