domingo, 12 de junho de 2016

Sobre os 580 anos da Inquisição em Portugal

Via História Maximus 
É credível que tenham existido exageros sobre a Inquisição especialmente por parte da historiografia de inspiração jacobina. No entanto, isto não exclui o facto de a Inquisição ter feito muito mais mal do que bem, aliás, a meu ver não fez bem nenhum, nem ao nosso País, nem a ninguém.

Qual o objectivo da Inquisição? Perseguir quem ousasse falar mal ou questionar os mandamentos do judeu de Nazaré? A padralhada lunática podia era antes ter optado por fazer as malas, emigrar para a Palestina e deixar-nos a todos em paz. Isso é que deviam de ter feito.



A Inquisição é um bom exemplo do grau de insanidade possessa a que as religiões abraâmicas podem levar quem as segue. Toda a população era convidada a denunciar os casos de "heresia" de que tivesse conhecimento. Isto obviamente que era um perigo para qualquer súbdito que corria o risco de ser denunciado como "herege" por um vizinho, apenas porque se chateou com o mesmo.

O resultado disto foi que entre 1540 e 1794, os tribunais da Inquisição estabelecidos emLisboa, Porto, Coimbra e Évora queimaram 1.175 pessoas e impuseram castigos de vária ordem a outras 29.590 pessoas.[1] Como podem ver, quando o Estado Islâmico no ano passado queimou vivo um piloto da Força Aérea Jordana, este não fez nada que os próprios católicos já não tivessem feito no passado.

Em Portugal a Inquisição foi instituída a 23 de Maio de 1536, por via de uma bula. Apesar de severa, nunca chegou aos extremos de crueldade demente que a Inquisição Espanhola conseguiu atingir sob a égide do psicopata Tomás de Torquemada, o inquisidor-geral do Reino de Castela entre 1483 e 1498.

Em abono da verdade, deve-se dizer que apesar desta violência da Igreja (o resultado de uma deturpação total dos mandamentos pacifistas de Jesus Cristo), as ideologias materialistas que germinaram a partir do século XIX, foram muito mais mortíferas e brutais na sua acção "revolucionária", do que a Igreja ou o Cristianismo alguma vez conseguiram ser. A conclusão lógica que se pode tirar disto tudo é que o fanatismo não é, nem nunca foi bom conselheiro.

1 comentário:

João José Horta Nobre disse...

Obrigado pela divulgação.

;)