quinta-feira, 14 de julho de 2016

Durão Barroso e a Goldman Sachs

Orlando Braga
Já que toda a gente fala da ida de Durão Barroso para a Goldman Sachs, também tenho direito. Em primeiro lugar, “coincidiu” que ele fosse chamado ao Banco semanas depois do Brexit. Yo no creo en brujas; pero que las hay, ¡las hay!

Depois, o meu problema não é o de que um determinado político em fim de carreira seja convidado a exercer funções em um Banco; penso que não devemos transformar a carreira política em um estigma; estamos cansados de puritanos estalinistas ou trotskistas. 


O meu problema é com o Durão Barroso enquanto pessoa, entendida em si mesma.
Ainda hoje não entendi como é possível um indivíduo ter sido maoísta enquanto estudante universitário, e hoje ser funcionário da Goldman Sachs. durao
É o próprio indivíduo — Durão Barroso — que me repugna. É a sua incoerência — vendida à utilidade que marca a sua congenialidade visível naquele beque aquilino — neste tempo da Europa em que as relações sociais estão mercantilizadas.
Durão Barroso não é o “cherne” que diziam dele: é um bagre; não tem escamas, e é o único parasita vertebrado que ataca o ser humano.

Sem comentários: