quinta-feira, 7 de julho de 2016

O “BREXIT”: A MELHOR COISA QUE PODIA ACONTECER A PORTUGAL

João José Brandão Ferreira


“As Nações Europeias devem ser guiadas em direcção a um super estado sem que os seus povos percebam o que está a acontecer. Isto pode conseguir-se por passos sucessivos, cada um como se tivesse um propósito económico, mas que conduza eventual e irreversivelmente a uma federação.”

Jean Monet

(tido como arquitecto maior da unidade europeia e pai fundador da União Europeia).



Desde a criação da EFTA, em 4/1/1960 – de que Portugal é membro fundador – que não me lembro de, a nível internacional, ter havido uma notícia tão boa para o nosso país.[1]E eu, nessa altura, só tinha sete anos. As coisas de que me lembro!
Ora a EFTA foi justamente criada para concorrer/combater a Comunidade Económica Europeia (CEE), recém - fundada, em 1957, sobre a qual o primeiro-ministro britânico MacMillan (um socialista) exclamou “mas isso é o bloqueio continental!”.
A EFTA representava ainda, uma espécie de aliança dos países “marítimos” contra os continentais.
Os nossos vizinhos espanhóis ficaram de fora de uma e de outra (como também tinham ficado de fora da NATO) porque, aqui para nós que ninguém nos lê, na Europa, nas Américas e no Norte de África, poucas simpatias têm.
Já o Churchill – que queria manter o “Império” – tinha, no fim da II Guerra Mundial, defendido os Estados Unidos da Europa, mas acrescentando logo, que os súbditos de S. Majestade ficavam de fora dessa união…
Foi sempre assim que a Grã-Bretanha actuou face ao velho continente, sobretudo após ter perdido a guerra dos cem anos, apesar de ter ganho quase todas as batalhas…
Eles não têm nada a ver com o “continente” onde manobram pondo uns contra os outros, conforme a égide do momento.
Quando a amálgama de normandos, celtas e saxões deixou de andar em guerra civil quase permanente, após a chamada Revolução a que chamaram Gloriosa, de 1688, (embora a Escócia e a Irlanda tenham sido desde então, ossos duros de roer), montaram um comércio cada dez mais extenso, protegido pela Royal Navy. E é disso que vive.  O Canal da Mancha permitiu-lhes, até hoje, não terem que dispôr de um Exército permanente formado por conscritos, sendo fundamentalmente um Exército expedicionário. Deixou de ser “real” pois resolveu embarcar na aventura republicana do Cromwell e cortou a cabeça ao Rei Carlos I. Passou a ser simplesmente o “British Army”, desde então.

Com a fórmula proporcionada pela NATO de, os americanos “in”, os soviéticos “out” e os alemães “under”, a Europa Ocidental foi-se desenvolvendo, havendo por parte dos dois principais partidos britânicos a oposição à CEE. Só que o Conservador era de opinião que era preferível estar dentro e o Trabalhista, que era melhor estar fora (agora parece que é ao contrário…).

O General De Gaulle, porém - que sempre foi defensor da Europa das Pátrias, a única, aliás, que podia ter futuro – sempre os colocou à porta, vetando-lhes a entrada (até o Napoleão quis vingar Crecy, Poitiers e Azincourt, e falhou…).

Quando De Gaulle saiu de cena e os poderes no Reino, agora desunido, alinharam na entrada, o que ocorreu em 1973. O que, naturalmente fez implodir a EFTA.
Até que, a partir de Maastricht aquilo que começou por ser uma organização política e económica transnacional, incipiente, abriu caminho para uma fórmula federalista, que a ser levada a termo, acabará com os países e respectivos povos.
Aqui a Grã-Bretanha começou a reagir, não entrando no “euro” ou aderindo ao “Acordo de Schengen”, ao passo que passou a negociar e a exigir variadíssimas cláusulas de exclusão (são todos iguais, mas há uns mais iguais que outros…).
Contudo, após a reunificação alemã (que está longe de se ter concretizado…), Berlim começou a dominar a economia e as finanças da teórica união – onde, de resto, nunca deixou de funcionar a hierarquia das potências, que a recente e despudorada declaração de Juncker, a propósito dos "deficits" dos países, de que “a França era a França…”, ilustra à saciedade – fazendo soar as campainhas de alarme na “Rule Britânia” com um barulho ensurdecedor.
As sucessivas atitudes ditatoriais da burocracia não eleita de Bruxelas e do BCE, adornados por um Parlamento cacofónico (que vivem em gaiolas douradas algo obscenas, enquanto impõem medidas de austeridade e relativismo moral, a esmo) têm irritado e revoltado toda a gente – tirando obviamente, os beneficiados com as mesmas – e naturalmente, tiveram o mesmo efeito sobre os ingleses.
Estas atitudes podem sintetizar-se, numa outra frase do Sr. Jean Claude - Juncker Presidente da Comissão Europeia e cito, “ Não pode haver qualquer escolha democrática contra os tratados europeus”…
Comentários para quê, é um artista luxemburguês!
Finalmente, estamos em crer, que a gota – de - água que fez os britânicos votarem favoravelmente o “Brexit”, foi a imigração desregulada, que a irresponsabilidade da Srª Merkel piorou catastroficamente, ao incentivar as vagas de “migrantes” (a que se tem que juntar a inacreditável postura da Santa Sé, sobre o assunto).
O Senhor Juncker também apoiou tal irresponsabilidade e não é, certamente, por acaso que já foi agraciado com o “prémio Coundenhove – Kallergi”, em 2014 (A Senhora Merkel recebeu-o em 2010).
Eu falei em Kallergi? Agora me lembro, este senhor e não o acima citado Jean Monet, é que é verdadeiramente o “pai” (diria mais “padrasto”) da União Europeia, e já agora, o primeiro defensor destas vagas de migrantes, no já recuado ano de 1925.
A razão é simples: foi ele o fundador do Movimento Pan-Europeu em 1922, que ficou em suspenso com o início do segundo conflito mundial e foi ressuscitado após o seu termo.
Este movimento foi inicialmente financiado pelos magnatas judaicos, de origem Ashzekenazi (leia-se sionista), protagonizada no início, pela banca Warburg de Hamburgo. Aconselha-se leitura sobre isto.
Por tudo o que foi dito e mais mil coisas que ficam por dizer, o povo britânico fez bem em votar pela saída. Votaram pela Liberdade e pela sua Soberania e disseram não, a serem escravos (mesmo que pudessem viver melhor) e a assistirem ao “genocídio” da sua população, matriz cultural e independência (embora desde 1815, que estejam na mão de meia dúzia de famílias, mas isso já extravasa o escrito).
Pois esse seria o seu destino caso o projecto europeu como está a ser concretizado, continuar na sua senda.
E esta senda configura uma ditadura ainda pior que a levada a efeito pelo politburo soviético, regime que só se aguentou enquanto foi financiado pela banca judaica maioritariamente Ashzekenezi (leia-se sionista), a qual, já agora, também financiou os próceres marxistas e comunistas - cujas figuras mais importantes eram também judeus- desde o início e ajudou a deflagrar e a implementar a Revolução Bolchevique.
Nem sempre o que parece é. Menos em política, como é bom de ver...
Por tudo isto os britânicos fizeram bem em terem votado maioritariamente na saída da UE frisa-se – apesar da lamentável campanha feita contra tal, que passou pela incrível ida de Obama a Londres apelar (e fazer ameaças veladas) à não saída; pela exploração miserável do estranho assassinato da deputada Joe Cox, passando por acções ilegais junto às assembleias de voto, que chegaram ao ponto de tentar obrigar os votantes a fazê-lo apenas com lápis…
E tal é, por arrastamento, bom para Portugal para ver se os portugueses acordam do embuste onde foram postos por políticos que têm demonstrado uma grande dose de ignorância histórica e geopolítica; gente vidrada nos cifrões; com parte do cérebro torrado por ingenuidades idiotas e, ou, ideologias cretinas e malsãs, que têm atirado o país para o desfiladeiro da morte.
Sempre invocando os sacrossantos princípios (que não cumprem), de uma falsa Democracia, que alcandoraram ao alfa e ao ómega.
Está pois mais do que na altura de salvarmos a nossa Nação quase nove vezes secular e preparar rapidamente a saída do euro, primeiro, e depois da UE, caso esta não seja a do respeito pela identidade e individualidade dos países que dela fazem parte e, simultaneamente, criar mecanismos de poder que nos possam fazer perseverar no meio de organizações poderosas e tenebrosas que querem à força instaurar uma “Nova Ordem Mundial”. A deles, mas não a nossa.
Convinha, pois, pôr à frente dos destinos do que resta do nosso país, profundamente endividado e descrente de si mesmo, portugueses a sério e que, já agora, percebessem alguma coisa do que se passa no mundo.
Pois a pergunta crucial que se tem de colocar acima de qualquer outra é a seguinte: Nós queremos continuar a ter país, ou não?
E temos que saber, em consciência, dar-lhe resposta, assumindo e arcando com as consequências da mesma.

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