domingo, 21 de agosto de 2016

Desta Vez os "Fascistas" Vão Vencer a Esquerda Sem Precisar de Disparar Uma Única Bala

Via História Maximus 

«Duas polícias atacadas por homem com faca de mato no sudeste da Bélgica»

Quando os regimes de índole fascista subiram ao poder um pouco por toda a Europa, nas décadas de 1920 e 1930, conseguiram tal proeza em grande parte graças a um longo e duro processo de caceteirismo contra a oposição, que em muitos casos roçou na guerra civil. Os camisas negras de Mussolini eram bem conhecidos no seu tempo pelas sevícias quepraticavam contra a oposição, nomeadamente partindo braços e pernas e também disparando uns tiros quando a coisa "aquecia" um pouco mais. Um dos slogans da época rezava mesmo que "libro e moschetto, fascista perfetto". Julgo não ser necessário traduzir...


Hoje, a situação político-social apesar de partilhar algumas semelhanças, é muito diferente daquela que existia na Europa das décadas de 1920 e 1930. Já não existem movimentos"fascistas" no sentido original do termo, sendo que os poucos que ainda se identificam com essa ideologia tal como ela foi concebida, são uma pequena minoria sem qualquer peso político. No entanto, e apesar deste facto, a esquerda insiste sempre em rotular todos os movimentos e partidos nacionalistas contemporâneos, como sendo "nazis", "fascistas" e membros da sempre e eternamente pavorosa "extrema-direita"[1].


Onde eu quero chegar com isto tudo é a uma constatação que me parece bastante óbvia: os antigos fascistas, aos quais os nacionalistas contemporâneos são sempre e erradamente comparados[2], chegaram ao poder através da aplicação da violência sobre a oposição e esmagando brutalmente a extrema-esquerda em muitos casos. Actualmente e pelo andar das coisas, nada desta metodologia será necessária (ou sequer viável...) para se poder derrotar a esquerda. Basta deixar os maometanos, os liberais e a própria esquerdatrabalharem, e eles próprios vão-se encarregar de entregar o poder de bandeja à dita"extrema-direita", sem que seja necessário disparar uma única bala nas ruas.

A cada ataque terrorista, o número de apoiantes da "extrema-direita" cresce mais um bocadinho e a esquerda na sua infinita "sabedoria", vai entretanto repetindo que é preciso não ter medo e que as fronteiras devem de ser abertas a todos os que quiserem entrar por aqui adentro. Por isso, em lugar de odiarmos a esquerda, todos os nacionalistas deviam era de lhe agradecer, pois ninguém tem contribuido tanto para o crescimento da "extrema-direita" desde o fim da Segunda Guerra Mundial, como a esquerda actual. É um paradoxo interessante, não é? Herbert Marcuse deve estar a dar voltas no túmulo...