sábado, 27 de agosto de 2016

Toda a verdade sobre o Burkini (merece ser lido e redivulgado por todos)

Via  "Um dia acabo o livro"

Ora, vamos lá começar o dia com uma polemicazinha:

 

Associar a palavra LIBERDADE ao uso do burkini é quase anedótico. Mas também é chapa ganha, admito. Fica bem, chama likes, toda a gente concorda, é muito mais romântico e heroico, e um lugar comum, daqueles que não me atraem por falta de coerência e pragmatismo.

Não, não gostei nada de ver os polícias na praia a mandarem a senhora despir-se. Mas esta questão é muito mais profunda do que aquilo que querem fazer parecer.

O burkini não é uma farda clerical – párem de fazer comparação com as freiras.
O burkini não é um fato desportivo aquático – párem de compará-lo com fatos de surf.

O burkini não é um uniforme de trabalho – párem de falar no homem das bolas de Berlim.
O burkini não é uma simples roupa de banho que nos tapa da cabeça aos pés, extremamente confortável de usar dentro de água em pleno Agosto.

O burkini é uma afirmação religiosa, ideológica e política! É uma imposição feita à mulher, que, ao contrário do que muita gente julga, não tem a opção de ser ou não muçulmana, de seguir ou não os costumes, de cumprir ou não os ensinamentos religiosos. Ela é, ela segue, ela cumpre-os, sem questionar, sem escolher, sem recusar, e ponto final!

O burkini é um símbolo puro da opressão sobre a mulher, e, sobretudo, do fundamentalismo que tantos parecem querer negar - palpita-me que a população de Nice está-se pouco borrifando para a opinião dos amantes da liberdade, depois de ter visto as suas crianças serem abalroadas por um camião conduzido por um lunático amante de burkinis.

“Ah, mas defender o uso do burkini é defender a liberdade”, dizem muitos de vós, imbuídos de um espírito lírico e idealista pró-liberdades individuais. É. E defender o uso do burkini é, também e mais que qualquer outra coisa, legitimar a chibatada, o apedrejamento, a ausência de direitos, a mordaça com a qual tantas mulheres têm que viver sem nunca terem conhecido outra realidade. Porque sabem? Não as vão ver a queimar soutiens nem a assumir que estão fartas de parecer o Mancha Negra dentro de água. Isso nunca vai acontecer porque as consequências para tal rebeldia ser-lhes-iam demasiado penosas, para não dizer mortais. Depois, grande parte delas vai defender o seu direito ao uso do burkini, como defendem o uso do chador, do niqab e da burka, como defendem que médico algum lhes deva tocar, como defendem que autoridade alguma as deve obrigar a mostrar o rosto, como defendem os crimes de honra cometidos na sua família, como denunciam e defendem a lapidação das suas semelhantes, e algumas vão continuar olhar-nos como rameiras infiéis, tal como me olharam em Sevilha, há seis anos atrás, ou como me olharam na semana passada, num centro comercial perto da minha casa. Vão fazê-lo, porque acreditam que a sua forma de vida é a única forma decente e virtuosa de viver, mesmo que tenham escolhido como albergue países com uma cultura completamente oposta à sua. E vão fazê-lo, porque pássaros que sempre viveram em cativeiro desconhecem completamente o que é voar em liberdade, e por isso todos os pássaros que fazem voos rasantes à gaiola são uma cambada de loucos e libertinos impuros – como nós.

Em 2015, Angeline Sloss, uma jovem francesa de 21 anos, foi espancada por um grupo de raparigas muçulmanas quando estava a apanhar sol, em biquíni, com umas amigas, num local público. Antes do ataque, uma das agressoras terá, alegadamente, gritado e ofendido a vítima por estar a fazer algo “imoral”.

O mês passado, uma mulher e as duas filhas menores foram esfaqueadas por um muçulmano, numa estância de férias em França, porque este, que também se encontrava de férias na mesma estância com a família, não gostou de as ver de calções. Os media não deram grande importância ao assunto, mas ambos saíram em jornais portugueses, discretamente. Os media preferem fazer alarido com a proibição de um fato que legitima tudo isto que citei em cima, e nós vamos aceitando aquilo que nos querem vender.

Eu defendo e prezo muito a liberdade. A minha e a dos outros. Mas não esperem que defenda um símbolo de opressão contra as mulheres e de repúdio pela minha cultura, que pode tornar-se, num futuro muito próximo, a mordaça que aprisionará as nossas filhas.

Marta A.
http://www.tvi24.iol.pt/…/ataque-a-jovem-que-usou-biquini-n…

http://observador.pt/…/mulher-e-tres-filhas-esfaqueadas-em…/

13 comentários:

Bilder disse...

E a pergunta que poucos ousam fazer e deve ser feita é : Porque é que a esquerda em geral apoia tudo isto? http://omarxismocultural.blogspot.pt/2012/10/politicamente-correcto-vinganca-do.html

Eduíno Ribeiro disse...

Adorei ler =) Parabéns pela sua opinião esclarecedora!

Anónimo disse...

Muito esclarecedora, obrigado

Anónimo disse...

Conhece tao bem a religiao Muculmana, se calhar ate melhor que a sua propria relegiao.
Deve ter estudado muito a religiao muculmana
o Google foi o seu professor, certo

Anónimo disse...

A Direita nazi no seu melhor :-)

A-24 disse...

Estimados anónimos, a autoria deste texto não é minha, mas sim do facebook de "Um dia acabo o livro", apesar de eu concordar com a honestidade da autora em tudo. Este texto representa a realidade que contrasta com a hipocrisia dos idiotas úteis do Ocidente, vulgo os paspalhões de esquerda que pululam por todos os cantos da internet, sem serem capazes de reflectir sobre nada do que lêem.

Anónimo disse...

Pois. Isso até pode ser verdade nos países de opressão e extremismo religioso. Não o é na Europa. Uma mulher na Europa é livre. Se ela decide utilizar o burkini, é porque quer e NÃO porque é obrigada porque, adivinha só, se não quiser e não usar NINGUÉM lhe vai dizer nada. Se amanhã a mulher decidir despir o burkini, ela NÃO será apedrejada, nem insultada, nem morta. Todas as leis vão nesse sentido. Adivinha também, a maioria das muçulmanas NÃO utiliza burkini. O que prova o meu ponto anterior. Se POR ACASO algumas mulheres, nesta Europa livre, decidem de utilizar burkini, por convicção religiosa, e isso é lá com elas, não somos NINGUÉM para as condenar ou julgar. O burkini não faz mal a ninguém, não mutila ninguém. É uma peça de roupa. Algo considerado individual.

Como em Portugal gosta-se de dar opinião sobre tudo sem se informar (duvido que estejamos a viver em Portugal a quantidade de muçulmanos que há em França e de tais origens), fiquem sabendo que muitas mulheres muçulmanas que vivem na Europa já testemunharam que querem utilizar o burkini, ou o véu ou até algumas a burka porque querem. Muitas são solteiras, não têm qualquer obrigação masculina nem ninguém a ameaça-las de utilizar tais vestimentas. Querem viver a sua religião assim e adivinhem, são felizes assim (problema delas).

O hábito das freiras NÃO ERA simplesmente uma vestimenta de ofício. Era também uma forma de esconder o corpo da mulher e feito de forma a impedi-las de serem tentadas pelo maléfico prazer carnal, entre outras. Para que ninguém olhasse o corpo delas com vontade de pernoitar nas suas camas. Era também vestimenta de opressão e obrigatório para as que decidissem ser freiras (ou os que decidiam por elas claro......... é preciso ser-se parvo para se achar que eram todas lindas e voluntárias). Obriga-se também essa gente a não ter relações sexuais, nem família, direitos básicos de cada pessoa, porque tem que se ficar "puro" para Deus... claro, isto não são ideias de opressão contra essas pessoas nem nada.... tal como as mulheres muçulmanas na Europa, esses padres e freiras são livres de um dia deixar de utilizar ou ser como o são e viver a religião como o entendem. É a diferença para com o passado ou para com os países que são extremistas.

Se estão tão preocupados com isso, proibam também o bondage.... com base muitas vezes em técnicas de tortura milenares (ainda utilizadas em vários países) que as trouxeram para a vida sexual. Só para dar um exemplo.... há mesmo mulheres que utilizam cinturas de castidade.... essa ferramenta de opressão e prisão feminina muito cristã....
Estamos num país em que as touradas ainda são legais, e em que muitos bons cristãos e samaritanos espancam mulheres (uma das taxas mais elevadas da Europa) e violam e espancam crianças... mas importante, importante, é ser-se contra o burkini. Está mais na moda. Essas vis muçulmanas que usam uma vestimenta estranha..... que horror hã....

Muitas coisas eram originalmente utilizadas como opressão, tortura ou morte que hoje em dia cada um utiliza "porque quer" e ninguém fica chocado. O burkini, desde que utilizado livremente por uma mulher, entra nesse contexto.
Eu até acho que o burkini não é o pior.

Mas pronto é mais fácil de insultar o pessoal... hipócritas de idiotas e paspalhões que não sabem reflectir..... claro que insultar pessoas é a forma mais inteligente de argumentar coisa alguma, vejamos.

Pior hipocrisia neste mundo é falar de liberdade e querer impedir uma mulher de se vestir como quer, enquanto respeita as leis desta Europa. É achar-se mais inteligente do que os outros por não ter a capacidade de aceitar algumas diferenças. Pior hipocrisia é tornar-se nos tais países que tanto criticamos.......

Fique lá na sua. Marchemos tranquilamente para as mesmas idiologias que tanto adoramos criticar.

Mau Lear disse...

Burquina, é feio, não gosto, assusta as nossas crianças, obriga-nos a ter que explicar aos nossos filhos se por debaixo existe um homem ou uma mulher e se vai vestido/a ou nu/a (sei lá). Fico pensando se por debaixo desse vestuário não haverá um colete de bombas ou uma metralhadora, para em nome de um Alá, (que não acredito que queira isso) matar os "perros" infiéis ao profeta. Conheço muitos Islames, que o são de verdade, mas não usam nada disso nem com isso concordam. O burquina é sem dúvida a maior fraqueza do homem Islame, pois que, além de ser um diploma da sua forma machista de ver a mulher, demonstra a sua incerteza na fidelidade da mesma. De qualquer maneira, falando no respeito que devemos ter pela liberdade dos outros, devemos respeitar os burquines cá, mas só se eles respeitarem os biquines lá. Acho justo.

A-24 disse...

Oh anónimo das 6:40h, tanta lenga lenga para quê?

Mas porquê que você não clica no link de onde foi retirado este artigo e dá essa resposta à autora?

Ou você só é corajoso/a atrás do anonimato? Vá lá, dê a cara no facebook e exponha esse choradilho.

É que o meu trabalho aqui é redivulgação do que julgo pertinente e assertivo, nenhum dos textos é meu, portanto se tem alguma coisa a declarar, é com os autores dos mesmos que estão perfeitamente identificados.

Vá lá, copie a sua resposta aqui, publique-a lá e espere pelas respostas, oh intelorentezeco/a. Se você vê liberdade onde nós vemos opressão é lá consigo, mas não esqueça nunca da última frase da autora neste texto. Enquanto o Ocidente estiver repleto de idiotas úteis anti-ocidente, é para o lado que os que atentam a esta civilização dormem melhor.

Passe bem.

Antonio Eusebio disse...

Está visto! Só tens uma solução!
Marcha tranquilamente,para um país islâmico. Boa viagem ��

A-24 disse...

Leitura complementar: http://estadosentido.blogs.sapo.pt/o-espantoso-caso-da-comparacao-entre-o-3739793

The Nest disse...

parem não tem acento

Orlando Santos disse...

Eu sou de esquerda e concordo plenamente com o texto. É inadmissivel que os muçulmanos que estão parados no tempo, continuem a querer impôr a sua religião e conceito de vida aqueles que evoluiram e que defendem a liberdade de cada um. Se os muçulmanos querem continuar na idade média ninguém os proibe mas não podem querer impôr ás outras civilizações , a sua.
Já evoluimos demasiado, já lutámos demasiado, as mulheres já sofreram demasiado ás mãos dos homens para que tudo fique na mesma e sejam esses mesmos homens ue ditam as leis e impõem ás mulheres uma vida des esclavidão só visto no tempo de Cristo.
Mas já passaram 2000 anos e a humanidade evoluiu para uma vida mais agradável, mais realista e sobretudo as mulheres estão cada vez mais a conquistar um direito igualitário que não é possivel continuar a subsistir sem essa igualdade plena.
Não vamos permitir que a sociedade regresse ao passado só porque uma dúzia de imbecis ache que têm que continuar a usufruir de uma sociedade que lhes permite escravizar seres humanos sem terem o devido castigo. A religião , seja ela qual fôr, não permite esta escravidão independentemente das conclusões que cada um tire dos livros escritos há mais de 2000 anos e numa sociedade completamente diferente da nossa de hoje.