segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Viu a queda do Muro de Berlim e, agora, assiste a factos que podem ser sinais da derrocada da União Europeia. A história repete-se?

 João Semedo no Público
«O Muro de Berlim, a URSS e os então chamados “países do socialismo real no Leste europeu”

caíram como um baralho de cartas, ainda hoje me surpreende a facilidade e a rapidez com que tudo
implodiu, Estados que conduziram décadas a fi o a vida de centenas de milhões de pessoas não tiveram ninguém que os defendesse.
Bastou um sopro e tudo desabou.
Não creio que assim venha a acontecer na União Europeia. A alta fi nança, os mercados, os
grandes trusts internacionais, a Administração norte-americana,
o FMI, a NATO, os próprios governos europeus não vão abrir mão com facilidade do seu poder
e dos seus interesses vitais. A UE é uma construção para proteger, consolidar e expandir o sistema
capitalista. Em grande medida tem conseguido os seus objectivos estratégicos, a União hoje é um
enormíssimo mercado e é isso que interessa aos seus mentores, é isso
que protegem. Não creio que tanto poder se esfarele como se esfarelou a União Soviética e os países do Pacto de Varsóvia. Vai ser um duro e prolongado confronto.»

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