quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A nova arma russa


Via Sputniknews
A Rússia está a desenvolver mísseis nucleares hipersónicos que permitirão a Moscovo mudar a correlação de forças a favor da Rússia, informa a publicação dinamarquesa Jyllands-Posten.

Antes, o director da corporação Armamento Táctico de Mísseis, Boris Obnosov, disse que a Rússia receberá esta novíssima arma já até 2020. Segundo ele, a velocidade dos mísseis hiper-sónicos será 12 vezes superior à velocidade de som, cerca de 15 mil quilómetros por hora. O chefe do departamento de operações aéreas da Academia Militar da Dinamarca, Karsten Marrup, disse que os mísseis hiper-sónicos ameaçarão o sistema existente de defesa anti-míssil. "Com ajuda de mísseis hiper-sónicos é possível atacar de forma muito rápida qualquer alvo em qualquer local do globo, são tão rápidos que quem está habitualmente preparado para se proteger de ataques com mísseis não conseguirá fazer nada", disse Marrup à publicação dinamarquesa.
Essa velocidade extrema será um problema real para o sistema de defesa anti-míssil dos EUA, que é considerado um dos mais desenvolvidos do mundo, notou Marrup. "Como todos sabem, agora a defesa anti-míssil norte-americana destina-se a combater mísseis balísticos intercontinentais e por isso não estou seguro que ela consiga opor-se a um míssil hiper-sónico que se move com uma velocidade absolutamente diferente", declarou o especialista. Por seu turno, os EUA planeiam responder aos recentes desenvolvimentos avançados da Rússia com o primeiro bombardeiro hiper-sónico que conseguirá atingir qualquer ponto do planeta em somente 30 minutos. Sem a tecnologia hiper-sónica isto levaria 18 horas, disse Marrup. Na sua opinião, as novas tecnologias exigem mais dos líderes mundiais. "Todos nós sabemos que é impossível escrever e-mails quando se está com raiva. Assim, não é possível ameaçar com armas hiper-sónicas, porque não haverá tempo para mudar de opinião", disse. Ele considera que este momento pode ser crítico nas relações entre as duas super-potências. Se a Rússia for a primeira em desenvolvimento de mísseis hiper-sónicos, a correlação de forças será alterada a favor dos Russos, concluiu.

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