terça-feira, 4 de outubro de 2016

Dominique Venner - Os Protestos de 26 de Maio & Heidegger

Fonte  Via Counter Current publishings

Dominique Venner
Manifestantes no 26 de maio [contra a recém aprovada lei do “casamento gay” na França] berrarão em sua impaciência e ira. Uma lei infame, uma vez aprovada, sempre pode ser repelida.
Eu acabo de ouvir a um blogueiro argelino: “De qualquer maneira”, ele disse, “em 15 anos os islamistas estarão no poder na França e removerão esta lei”. Não para nos agradar, eu imagino, mas porque é contrária à Sharia (lei islâmica).
Esse é o único ponto superficialmente comum entre a tradição europeia (que respeita as mulheres) e o Islã (que não as respeita). Mas a árida afirmação do argelino é de dar calafrios. Essas consequências serão muito maiores e mais catastróficas do que a detestável lei Taubira.
Deveria ser claro que a França bem pode cair nas mãos dos islamistas. Por 40 anos, políticos e governos de todos os partidos (com exceção da Frente Nacional), bem como funcionários públicos e a Igreja, tem acelerado ativamente a imigração afromagrebina por todos os meios possíveis.
Por um longo tempo, grandes escritores tem soado o alarme, começando com Jean Raspail em seu profético Campo dos Santos, cuja nova edição tem sido recebida com recordes de vendas.
Os manifestantes de 26 de maio não podem ignorar essa realidade. Sua luta não pode se limitar à rejeição do casamento gay. A “grande substituição” da população da França e da Europa, denunciada pelo escritor Renaud Camus, é um perigo muito mais catastrófico para o futuro.
Não é o suficiente organizar protestos de rua educados para impedir isso. Essa é uma “reforma moral e intelectual” real, como Renan disse, e deve ser conduzida como tal desde o início. Ela deve tornar possível a recuperação da memória francesa e europeia de nossa identidade, cuja necessidade ainda não é claramente percebida.
Isso certamente demandará gestos novos, espetaculares e simbólicos para comover nossa sonolência, abalar nossas consciências anestesiadas, e despertar a memória de nossas origens. Nós estamos entrando em um tempo em que palavras devem ser autenticadas por atos.
Nós devemos também lembrar, como brilhantemente formulado por Heidegger em Ser e Tempo, que a essência do homem está em sua existência e não em “outro mundo”. É aqui e agora que nosso destino é apostado até o último segundo. E esse segundo final é tão importante quanto o resto de uma vida. É por isso que é necessário ser você mesmo até o último momento. É ao decidir, ao verdadeiramente querer o próprio destino, que se conquista o nada. E não há escapatória dessa demanda, porque nós só temos essa vida, na qual é nosso dever sermos plenamente nós mesmos – ou sermos nada.
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