terça-feira, 25 de outubro de 2016

Unir Portugal e Espanha num só país e sonhar alto. Ideia já é partido

A24: Quando a estupidez não tem limites. Numa altura em que alguns países se desvinculam dos "polvos" internacionais, com imensas perdas financeiras, como é o caso do Reino Unido no Brexit, vêm estes marxistas "ibéricos" tentar destruir mais identidades e nações. Jamais!

Notícias ao Minuto 


Movimento Partido Ibérico. A ideia de unir Espanha e Portugal, com o intuito de juntar interesses comuns e de lutar em prol de dois países capazes de unir forças, passou a ter representantes e quer chegar ao poder, mesmo que haja um longo caminho pela frente.
Em Espanha, o Íber já é um partido legal e liderado por Casimiro Sánchez Calderón (ex-PSOE). Em Portugal, é Paulo Gonçalves que representa do Movimento Partido Ibérico e, em entrevista ao Notícias ao Minuto, explicou os grandes pilares do projeto, os objetivos e os maiores entraves.
Confrontado com a ideia de um país Ibéria, o responsável sugeriu que se veja esta união como uma espécie de União Europeia em ponto pequeno, em que os países não deixam de o ser em prol da união. “Quando se fala de uma União Ibérica falamos de uma união de interesses comuns entre Portugal e Espanha e também outros países de expressão ibérica espalhados pelo mundo”, realça.
“Não estamos aqui para apagar Portugal, nem estamos aqui para apagar Espanha do mapa.”
Baseado em três grandes pilares, o Movimento Partido Ibérico pretende que haja partilha de ministérios (com dois ministros, um português e um espanhol) com o intuito de poupar recursos e de pensar em leis ibéricas, não esquecendo que Defesa, Justiça e Administração Interna podiam ser liderados separadamente.
Outra das ideias do projeto prende-se com a criação de um Banco Central Ibérico que, assume Paulo Gonçalves, não aconteceria de “hoje para amanhã”, mas cuja pretensão seria monitorizar e fiscalizar as entidades financeiras e estudar uma possível saída do euro.
Questionado sobre alguns dos ambiciosos objetivos do partido, como entrar no G8 e ser a quinta maior economia da Europa, Paulo Gonçalves atira: “Nós sabemos que se quisermos voar em direção a uma janela do quinto andar, temos de começar a fazer pontaria para o décimo”.

Paulo Gonçalves garante que um dos maiores entraves está no facto de, numa fase “embrionária”, haver muitas dificuldades em chegar a pessoas que “tenham qualidade e capacidade”, sendo “muito difícil convencer alguém que tenha um estatuto na sociedade”, porque as pessoas não se querem envolver em projetos fora do normal.

3 comentários:

Afonso de Portugal disse...

Tristes! Não aprenderam as lições da história: sempre que os espanhóis puderam mandar nos portugueses e na propriedade dos portugueses, Portugal acabou por ficar pior, mais pobre e mais anárquico.

Aliás, Portugal nasceu precisamente da revolta do clero e da nobreza do Norte de Portugal, cujo poder e influência estavam em perda para a Galiza. E a época mais brilhante do nosso país deu-se na sequência da crise de 1383-1385, em que os nossos antepassados tiveram de expulsar os castelhanos daqui para fora.

"De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento". Não é um ditado, é o corolário de séculos de experiência acumulada!

Bilder disse...

Eu obviamente estou de acordo com a análise histórica(a relação sempre foi complicada até ao século XX)mas é preciso vermos o contexto,o contexto foi a luta de casas reais(na monarquia pois claro)pelo poder na Ibéria(e ainda em contexto de guerras mais vastas pelo poder global). No entanto hoje qual é o contexto meus caros?É o avanço imparável do internacionalismo(excepção é alguns poucos Estados que ainda conseguem ter governos nacionalistas)veiculado por várias organizações entre elas a UE.A questão que coloco é esta: como vão os Estados conseguir defender-se(e Portugal é caso exemplar pela negativa)isoladamente sem alguma forma de associação?Foi pela associação global(seja pelo liberal-capitalismo ou pelo marxismo) que o internacionalismo continua a avançar,e foi pelo isolacionismo que os Estados se "apagaram"(e pior entraram em guerra beneficiando precisamente o internacionalismo).Digam-me que estou equivocado(mas com factos)e meto a "viola no saco".

Rick disse...

Eu tendo a concordar com o Bilder,no entanto será impossível fazer qualquer associação ibérica com os actuais regimes políticos em vigor(logo para começar a monarquia espanhola teria de desaparecer)os quais são liberal-socialistas e(por inerência) internacionalistas.Teria de haver um golpe militar em ambos os países(de preferência simultaneos)para afastar a escumalha "democrática" e traidora,haverá gente capaz e disposta a tal(até tendo em conta a quantidade de gente cooptada pelo marxismo(ortodoxo ou cultural)e pelo liberal-capitalismo,tanto do lado de cá como de lá)? Não quero ser pessimista,por isso deixo a resposta para quem quiser.