segunda-feira, 7 de novembro de 2016

China vai classificar estrangeiros de acordo com a sua utilidade

A24: E se isto acontecesse no Ocidente? Caíria o Carmo e a Trindade! 
Mas é a vantagem de não ser feito por um país europeu. Quando é um país de fora da Europa a fazê-lo, todos os holofotes se apagam, juntamente com mas vozes que gritam "discriminação!".

Via Económico 

Esta semana a China pôs em prática um sistema de classificação de estrangeiros residentes de acordo com a sua utilidade para o país.

O sistema tem em vista regular as autorizações de residência de estrangeiros na China, e terá em conta fatores como salário, habilitações literárias, idade ou domínio do mandarim, segundo informa o “El País”.
Os estrangeiros residentes na China vão ser classificados em três categorias: A, B e C.
A categoria A, de acordo com o jornal oficial do Ministério de Recursos Humanos e Segurança Social, são “criativos e promissores jovens talentos”, à categoria B pertencem, “os estrangeiros que podem preencher uma lacuna temporária, especialmente em áreas técnicas e de gestão”, enquanto o grupo C incluí “trabalhadores temporários, sazonais ou não qualificados e setor de serviços.”
O “A” não tem com que se preocupar, pois são o grupo que as autoridades querem manter e atrair para o país. Os segundos também não encontrarão muitos problemas na sua entrada e permanência no país, já que o número ainda está controlado. A terceira categoria ainda não sabe exatamente que adversidades vai enfrentar, mas sabe-se à partida que os cidadãos que se insiram nesta classificação vão ver a sua entrada e capacidade de trabalhar no país bastante limitada.
Este sistema tem como objetivo atingir uma economia mais focada para a inovação, e segundo declarações chinesas “simplifica o processo atual” de entrada e permanência no país, que contava com uma classificação de apenas duas categorias: “trabalhadores estrangeiros” e “especialistas estrangeiros”.
Os estrangeiros residentes na China serão avaliados numa escala de 0 a 100, através de seis parâmetros: o salário, as habilitações literárias, a experiência profissional na China, o nível de conhecimento do mandarim, a idade e o local de residência.
Os que tiverem mais de 85 pontos serão classificados como estrangeiro de tipo A, entre os 60 e os 85 serão os tipo B, e quem não tiver mas de 60 ficará no tipo C.
O novo sistema está a deixar os estrangeiros preocupados pela possibilidade de serem classificados com o nível B ou C e acabarem por ter de sair do país.

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