sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Delegação da Amnistia Internacional em Moscovo foi encerrada

A24: Os russos agora descobriram que afinal a Amnistia Internacional não serve para nada, muito menos para defender os seus interesses. Mais vale tarde do que nunca.


A delegação da Amnistia Internacional (AI) em Moscovo foram, esta quarta-feira de manhã, encerrados pelas autoridades, sem que fosse dada qualquer explicação ou feito um pré-aviso, lê-se no site da organização não-governamental (ONG), revela a AFP.

Há 20 anos que a AI ocupa o mesmo espaço na capital russa, o único no país, tendo feito o arrendamento à Câmara de Moscovo. Nesta quarta-feira, na porta constava uma notificação que selava o local e indicava que o edifício é “propriedade da cidade russa federada”, não havendo possibilidade de entrar no local sem uma autoridade oficial a acompanhar.
Do outro lado da porta selada está todo o material de trabalho da AI. "Todos os nossos assuntos, os nossos computadores e os nossos documentos estão lá, atrás de portas fechadas", escreveu Ivan Kondratenko, um funcionário da AI, na rede social Facebook.
À BBC, John Dalhuisen, director da Amnistia Internacional Europa disse não saber “o que motivou as autoridades de Moscovo a impedir que a nossa equipa tivesse acesso aos escritórios” e acrescentou que se tratou de uma “surpresa desagradável” para a qual não tiveram qualquer aviso prévio.
O director informou ainda que o objectivo é reverter a situação o mais depressa prossível e, embora seja cedo para conclusões sobre o porquê desta acção das autoridades russas, também consegue adivinhar um número razoável de explicações para o sucedido. Afinal, nos últimos tempos, o país tem aplicado restrições à acção das ONG.
Entretanto, o porta-voz de Vladimir Putin já veio a público declarar que nada sabe sobre o sucedido.
Recorde-se que em 2012 a Rússia estabeleceu uma lei que obriga as ONG, que recebem financiamento do exterior e têm “actividade política”, a registarem-se como"agentes estrangeiros". Mais recentemente, o Kremlin passou uma lei cujo teor autoriza a que organizações estrangeiras sejam banidas de operar no país se designadas de “indesejáveis”, sublinha a BBC.
Com base nesta lei, algumas organizações têm-se queixado de sucessivas tentativas de deitar por terra o trabalho que muitas ONG têm feito.

1 comentário:

separatista-50-50 disse...

Os conflitos armados são uma dança cujo ritmo é determinado pela alta finança (capital global).
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Na Colômbia, no Afeganistão, no Iraque, na Síria, etc, a alta finança (capital global) - gestora das fábricas de armamento - fornece estados, fornece mercenários, etc... leia-se: os conflitos oscilam ao sabor da gestão que é feita pelos peritos militares ao serviço da alta finança (capital global).
Quando alguém interfere nos conflitos... leia-se: quando alguém interfere nos LUCROS dos negócios em causa - cocaína (na Colômbia), ópio (no Afeganistão), petróleo (no Iraque e na Síria), etc - a alta finança mexe os seus cordelinhos para que esse alguém seja alvo de retaliações.
[um exemplo: as retaliações que a Rússia tem sido alvo por ter interferido no conflito da Síria - uma das retaliações foi, inclusive, aumentar o fornecimento de armas ao Estado Islâmico... como as diversas retaliações não surtiram o efeito desejado, já falam na criação duma zona de exclusão aérea].
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Ora, de facto, em ambientes de mistura [ex: Colômbia, Afeganistão, Iraque, Síria, etc] quem determina o andamento dos conflitos... são os peritos militares ao serviço da alta finança (capital global) - obs: são as fábricas de armamento da alta finança que fornecem as diferentes facções em conflito (estados, mercenários, etc).