sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Paulo Coelho e Saramago são os mais traduzidos



Saramago traduzido para português
Cânone literário lusófono: uma ideia que provoca resistências
Lusófonos comemoram 800 anos de existência da Língua Portuguesa
Português é a quinta língua mais falada na Internet
Nas línguas para as quais mais se traduz, o português está em oitavo, e é a 18.ª língua mais traduzida para outros idiomas. Dados da UNESCO relativos ao período que vai de 1979 a 2015 permitiram ainda aos autores do Novo Atlas da Língua Portuguesa, que esta terça-feira é apresentado em Lisboa, incluir informação mais detalhada, como a lista das línguas e países para os quais o português é mais traduzidos, e ainda os autores lusófonos mais traduzidos no mundo.

O espanhol é a língua com mais traduções do português, seguido do inglês, do francês, do alemão e do italiano. Já o inglês é de longe a língua com mais traduções para português, numa lista cujos 7.º e 8.º lugar são ocupados pelo latim e pelo grego antigo. 

No top five dos autores de língua portuguesa mais traduzidos, a maior surpresa é talvez a presença, em 5.º lugar, do teólogo Leonardo Boff, a grande figura da Teologia da Libertação no Brasil. A lista é encabeçada por outro brasileiro, o ficcionista Paulo Coelho, e seguem-se José Saramago, Jorge Amado e Fernando Pessoa.

Se olharmos para as línguas e países para os quais estes cinco autores são mais traduzidos, o que se afasta mais do padrão é Paulo Coelho. Em todos os casos, a língua de destino mais usual é o espanhol, mas enquanto nos outros quatro escritores, os dois lugares seguintes são ocupados por combinações de francês, inglês ou alemão, o autor de O Alquimista goza de particular sucesso em húngaro e sérvio. E se Saramago, Amado, Pessoa e Boff são muito traduzidos em Espanha e na Alemanha, a lista de Paulo Coelho é novamente a que menos tem a ver com as restantes: o país que mais o traduz é a Rússia, seguida da Suíça e da Croácia. 

A lista dos dez autores lusófonos mais traduzidos completa-se com dois portugueses - Eça de Queirós e António Lobo Antunes - e três brasileiros: José Mauro de Vasconcelos, Clarice Lispector e Machado de Assis.

Sem comentários: