segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Reações à vitória de Trump

Helena Matos
Foi esta espécie de narrativa de “uma derrota mais que anunciada que não se sabe como se transformou numa vitória absolutamente inesperada” que vimos no Brexit, no referendo na Colômbia e agora nas eleições dos EUA. Ao fim de tão clamorosos falhanços, cabe perguntar: este idiotismo acaba quando? Fazem-se entrevistas no fim do mundo e depois não se consegue perceber o que está a acontecer diante dos nossos olhos? Encerrados nos seus gabinetes e nas suas redacções mas acreditando que estão ligados ao mundo, jornalistas, comentadores e investigadores vivem numa espécie de bolha onde se enfatizam entre si. Trocam mensagens em que todos pensam o mesmo, riem do mesmo e criticam o mesmo. E contudo lá fora o mundo passa a correr
Gabriel Silva
Um candidato era mau, outro péssimo. Clinton era odiada. E com toda a razão. Era candidata perigosa; Trump, como candidato, era um idiota chapado.Fiquei super contente com a derrota de Hilary Clinton. Não fiquei satisfeito com vitória de Trump.Trump conseguiu não prejudicar o Partido Republicano, que obteve maioria no Senado e Congresso. O facto de muitos republicanos se terem afastado de Trump (eleito sózinho, sem apoios partidários) confere a ambas a partes maior independência e garantia de negociações. O que é bom. A comunicação social é mentirosa e ignorante. A portuguesa, a americana, a europeia.
LR
E sê-lo-ão quiçá em tudo, como assinala Trump. Que acaba de espetar um enorme bofetão em jornalistas, comentadores, classe política e outros “pastores evangélicos”, que nos entram diariamente pela casa dentro e procuram educar-nos, moldar-nos, condicionar toda a nossa existência.

De facto, o conjunto de canastrões sem voz, as “massas” como se lhe referia em tempos a esquerda, necessita sempre de uma elite, de uma vanguarda iluminada que os pastoreie e defina para o “rebanho” todas as acções e causas a defender, os comportamentos a implementar, a terminologia correcta no falar.
Só está difícil ensiná-los a votar. As campanhas são intensas e massacrantes, sempre pautadas por um alarmismo apocalíptico se ganhar o lado do mal, mas a discrição da câmara de voto é o “bunker” e a arma mortífera dos que não têm palco nem voz e se recusam a ser “pastoreados”.
Não sei o que irá ser a nova presidência americana, espero sinceramente que os ditos líderes de opinião se enganem, como se enganaram redondamente com Reagan em quem anteviram o flagelo da Humanidade. Mas se Trump continuar à chapada, sem dó nem piedade, no “politicamente correcto”, a afrontar sem reservas a sobranceria das “elites” dominantes, então o mundo a partir de hoje mudou para melhor.


1 comentário:

Bilder disse...

Neste video https://www.youtube.com/watch?v=HixvnTAXnfk Trump denuncia o sistema globalista plutocrata (não passaram estas frases do Trump nos média pelo que sei,mas que grande imprensa livre essa que esconde parte da realidade)