quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Abriu a caça a Marine Le Pen

A-24: A importância da vitória de Marine Le Pen para a Europa, a realce. 

Editorial Público


François Fillon, candidato escolhido pela direita francesa na corrida ao Eliseu, tem um perfil conservador, católico e burguês, mas apresenta-se como um reformador com uma proposta liberal para reduzir o tamanho do Estado francês. Foi escolhido não por ser o melhor candidato a Presidente, mas por ser a melhor aposta para combater a candidata da Frente Nacional. Não é por acaso: Fillon vai disputar o espaço de Le Pen e para isso apresenta propostas que replicam algumas das sua bandeiras. Mas já há pouco a disfarçar: Marine é a principal figura da eleição francesa da Primavera. O candidato que a direita escolheu até pode ser agora o favorito nas sondagens — se é que elas ainda valem alguma coisa como indicadoras do voto —, mas o esforço de todos os partidos será concentrado no combate ao crescimento da plataforma de apoio da Frente Nacional.

Não, Marine Le Pen não é o bicho papão. Mas é uma política demagógica atrelada a ideias políticas que são muito perigosas. A sua campanha tem o mesmo apelo da de Trump: uma aposta no medo e na ansiedade provocados pelo terrorismo, pela imigração, pela perda da identidade e pela fragilidade económica face à globalização. Uma vitória de Le Pen será a confirmação dos nacionalismos que cruzam a Europa, e que ainda esta semana poderá dar origem a um presidente de extrema-direita na Áustria. Mas é em França que se joga aquele que poderá ser o derradeiro ponto de rotura na deriva populista europeia.
Uma França de Le Pen será mais nacionalista, com uma política securitária que ajudará a popularizar os racismos mais ou menos encapotados na sociedade francesa. Será também, de forma quase inevitável, o enterro da União Europeia. Começará pela saída do euro, que é uma promessa de campanha assumida; continuará pela tentativa de retirada do clube europeu, através de um referendo em que o medo do futuro pode ser tão decisivo como foi no Reino Unido. O fim do vínculo europeu francês seria o golpe final numa União já enfraquecida pelo “Brexit” — e Portugal seria um dos que mais perderiam neste cenário.
À direita Fillon, à esquerda Manuel Valls, François Hollande ou Emmanuel Macron: um deles deverá disputar a segunda volta das presidenciais com Marine Le Pen. Têm em comum o facto de serem um produto das democracias tradicionais e das sociedades abertas do Ocidente. Será portanto ainda uma candidatura liberal a dar a cara na luta contra o extremismo populista — mas já não há garantias de vitória.

3 comentários:

separatista-50-50 disse...

É um case-study para a história: a forma como as marionetas da alta finança (capital global) fizeram a campanha anti-Trump.
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Não há tempo a perder nem com 'globalization-lovers' [nota: os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa], nem com marionetas ao serviço da alta finança [nota: a alta finança (capital global) está apostada em dividir/dissolver as Nações... terraplanar as Identidades... para assim melhor estabelecer a Nova Ordem Mundial: uma nova ordem a seguir ao caos – uma ordem mercenária (um Neofeudalismo)].
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É NECESSÁRIO, isso sim, UM ACTIVISMO GLOBAL: leia-se, as múltiplas Identidades Autóctones (no continente europeu e não só) em risco de sobrevivência... devem contactar entre si... e devem manifestar-se a nível global.
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Todos diferentes, todos iguais... isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta (nota: inclusive as de pouco rendimento demográfico... inclusive as economicamente pouco rentáveis).
Pelo legítimo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones:
-» http://separatismo--50--50.blogspot.com/
{O primeiro passo será/é ir divulgando a ideia de SEPARATISMO-50 nos países aonde a população nativa está sendo submergida pelo crescimento demográfico imparável dos não-nativos naturalizados}

Bilder disse...

Sou pessimista,o povo de cada país ele mesmo já não consegue unir-se em questões essenciais(como é a preservação da identidade e do território etc)quanto mais os povos de países diversos o fazerem,e é aqui que os internacionalistas têm ganho e levado seus planos adiante,pois é na divisão e no caos que eles montam suas organizações internacionalistas.

A-24 disse...

Sim, em casos extremos eles unem-se e a verdade é esta, de nada serve Marine vencer, se continuar na UE, que como todos sabemos é baseada em leis neomarxistas, que nos estão a suicidar.